Fruta bonita

Rebecca Lemos-Otero fundou a City Blossoms (Cidade em flor) e sugere: “As crianças devem ser capazes de lançar uma semente onde quiserem [no jardim] para ver o que germina”. Embora isso não seja um modelo de boa jardinagem, reflete o potencial de cada semente germinar e produzir vida. Desde 2004, eles criaram jardins para escolas e bairros em áreas de baixa renda. As crianças aprendem sobre nutrição e ganham habilidades através da jardinagem. Rebecca diz: “O espaço verde e florido numa área urbana dá condições de as crianças fazerem algo produtivo e bonito”.
Jesus contou uma história sobre a dispersão de sementes que tinham o potencial de produzir um número “cem vezes maior que a quantidade semeada” (Lucas 8:8). Essa semente foi a boa-nova de Deus plantada em solo fértil: “os que, com coração bom e receptivo, ouvem a mensagem, a aceitam e, com paciência, produzem uma grande colheita” (v.15). Jesus disse que a única maneira de sermos frutíferos é permanecermos nele (João 15:4). Sendo ensinados por Cristo e nos apegando a Ele, o Espírito produz em nós o Seu fruto de “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22,23). O Senhor usa o fruto que Ele produz em nós para tocar a vida de outros, que então são transformados e produzem frutos de sua própria vida. Anne Cetas - Pão Diário

Uma deficiência planejada

Há uma nascente natural que se ergue no lado leste da cidade de Jerusalém. Nos tempos antigos, era o único suprimento de água da cidade e estava localizada fora dos muros. Por esse motivo esse era o ponto de maior vulnerabilidade de Jerusalém. A nascente exposta significava que a cidade, de outra forma impenetrável, poderia ser forçada a se render se um atacante desviasse ou represasse a nascente.
O rei Ezequias solucionou isso fazendo uma represa e cavando um túnel através de 533,4 m de rocha sólida da nascente para a cidade, onde fluía para o “Poço Inferior” (2 Reis 20:20; 2 Crônicas 32:2-4). Mas, em tudo isso, Ezequias não pediu “ajuda àquele que fez tudo isso; não [levou] em conta aquele que há muito planejou essas coisas” (Isaías 22:11). Planejou o quê?
O próprio Deus “planejou” a cidade de Jerusalém de tal maneira que seu suprimento de água fosse desprotegido. A nascente do lado de fora da muralha era o lembrete constante de que os habitantes da cidade deviam depender unicamente do Senhor para sua salvação.
Será que nossas deficiências existem para o nosso bem? De fato, Paulo disse que ficava feliz por suas fraquezas, porque através delas a beleza e o poder de Jesus eram vistos nele (2 Coríntios 12:9,10). Podemos então considerar cada limitação como uma dádiva que revela Deus como a nossa força? Pão Diário

Lavado no amor

As pessoas de uma pequena igreja descobriram como expressar o amor de Deus de maneira prática. Reuniram-se numa lavanderia local para ajudar sua comunidade e se dispuseram a lavar as roupas de pessoas com necessidades financeiras. Ajudavam-nas a dobrar as roupas, e, por vezes, forneciam-lhes uma refeição quente ou sacolas com mantimentos para os mais necessitados. Um dos voluntários descobriu que a sua maior recompensa estava no “contato com as pessoas e em ouvir suas histórias”. Esses voluntários queriam viver a sua fé através de palavras e ações amorosas que os ajudavam a nutrir relacionamentos genuínos com os outros.
Tiago afirma que todo ato do serviço amoroso de um cristão professo é resultado da fé genuína. Ele afirma que “a fé por si mesma, a menos que produza boas obras, está morta” (Tiago 2:14-17). Declarar que cremos nos torna filhos de Deus, mas é quando o servimos servindo aos outros que agimos como cristãos que confiam e seguem a Jesus (v.24). A fé e o serviço são tão interdependentes quanto o corpo e o espírito (v.26), são uma bela demonstração do poder de Cristo enquanto Ele age em e através de nós.
Depois de aceitar pessoalmente que o sacrifício de Deus na cruz nos lava com Seu perfeito amor, podemos responder com a fé autêntica que transborda nas maneiras como servimos aos outros. Xochitl Dixon - Pão Diário

Jamais esquecido

Meus filhos me encorajaram a provar que eu ainda dominava as noções básicas do piano. Sentei-me e toquei uma escala em Dó maior. Tendo tocado pouco piano por duas décadas, surpreendi-me com minhas lembranças! Encorajei-me e toquei as sete escalas, na sequência. Surpreendi-me! Anos de prática tinham gravado as notas e a técnica tão profundamente na “memória” dos meus dedos que eles sabiam instantaneamente o que fazer.
Há coisas que jamais podem ser esquecidas. O amor de Deus por Seus filhos está gravado mais profundamente do que qualquer das nossas “memórias”. Na verdade, Deus não pode esquecê-las. Era isso que os israelitas precisavam ouvir quando o exílio os fez sentirem-se abandonados por Deus (Isaías 49:14). A Sua resposta por meio de Isaías foi inequívoca: “não me esqueceria de vocês!” (v.15). A promessa de Deus de cuidar de Seu povo era mais indubitável do que o amor de uma mãe por seu filho. Para assegurar-lhes do Seu amor imutável, Ele lhes deu uma imagem do Seu compromisso: “escrevi seu nome na palma de minhas mãos” (v.16). Essa linda demonstração do cuidado constante de Deus por Seus filhos; seus nomes e rostos estão sempre diante dele.
Podemos facilmente nos sentir negligenciados e esquecidos, porém, é reconfortante saber que o nosso nome está escrito nas mãos de Deus, e que somos sempre lembrados, cuidados e amados por Ele. Lisa Samra - Pão Diário

Guiado por Sua Palavra

Na BBC em Londres, o primeiro trabalho de transmissão de Paul Arnold foi fazer “o barulho de passos” em novelas de rádio. Enquanto os atores liam os roteiros, Arnold, como gerente de palco, fazia os sons dos passos com cuidado para adequar os sons à fala. Ele explicou que o principal desafio era acompanhar o ator na história, “para os dois atuarem juntos”.
O autor do Salmo 119 buscou uma versão divina dessa cooperação mútua que enfatiza o viver sob os princípios da Palavra de Deus como estilo de vida. “Como são felizes os íntegros, os que seguem a lei do Senhor!” (v.1). Guiados pelo Senhor e seguindo os Seus ensinos, podemos nos manter puros (v.9), vencer o desprezo (v.22) e escapar da ganância (v.36). O Senhor nos capacita a resistir ao pecado (v.61), encontrar amigos que o temem (v.63) e viver em alegria (v.111).
Sobre o versículo 133, o teólogo Charles Bridges comentou: “Portanto, quando dou um passo no mundo, questiono: isso está ordenado na Palavra de Deus, que nos oferece Cristo como exemplo perfeito?”.
Andando por esse caminho, mostramos Jesus ao mundo. Que o Senhor nos ajude a caminhar com Ele tão intimamente que as pessoas vislumbrem em nós o nosso Líder, Amigo e Salvador! Patricia Raybon - Pão Diário

O grande dia final


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Em The Call of Service (O chamado para servir), o autor Robert Coles explora as nossas razões para servir com a comovente história de uma idosa que serviu aos outros. Como motorista de ônibus, ela demonstrou muito cuidado com as crianças que transportava diariamente à escola. Interrogava-as sobre os deveres de casa e comemorava seus sucessos. Sobre a sua motivação, disse: “Quero vê-las vencendo na vida”. Mas havia outra também.
Quando jovem, as palavras de uma tia a abalaram muito. “Ela disse que devíamos fazer algo que Deus notasse ou nos perderíamos no dia final”. Preocupada com a perspectiva do inferno depois do “dia do julgamento final”, havia inventado maneiras de “atrair a atenção de Deus” indo à igreja para “Ele vê-la sendo leal” e trabalhando duro para servir aos outros, para que Deus pudesse “ouvir dos outros sobre ela”.
Entristeci-me lendo isso. Como essa querida mulher nunca soube que já tinha a atenção de Deus (Mateus 10:30)? Como ela não tinha ouvido que Jesus cuidou desse dia final para nós, oferecendo-nos a liberdade desse juízo para sempre (Romanos 8:1)? Como ela perdeu essa salvação que não pode ser comprada com boas ações, mas é uma dádiva para quem crê (Efésios 2:8,9)? A vida, a morte e a ressurreição de Jesus cuidam do nosso futuro com Deus e nos deixam livres para servir aos outros com alegria. Sheridan Voysey - Pão Diário

O Presente Perfeito

“Tenho um presente para você!”, meu neto de 2 anos gritou animadamente enquanto colocava uma caixa em minhas mãos. “Ele escolheu tudo sozinho”, minha esposa disse sorrindo. 
Abri a caixa para encontrar um enfeite de Natal de seu personagem do desenho animado favorito. “Posso ver?”, ele perguntou ansiosamente. Depois ele brincou com o “meu” presente pelo resto da noite. Enquanto eu o observava, sorri, pois lembrei-me dos presentes que eu tinha dado aos meus entes queridos no passado, como o álbum de música que dei ao meu irmão mais velho num Natal quando eu estava na faculdade e que eu realmente queria ouvir (e ouvi). E percebi que anos mais tarde Deus ainda estava me ensinando a ser mais altruísta.
Doar é algo que aprendemos com o tempo. Paulo escreveu: “Visto que vocês se destacam em tantos aspectos […] queríamos que também se destacassem no generoso ato de contribuir” (2 Coríntios 8:7). Há graça quando doamos entendendo que tudo o que temos procede de Deus, e Ele nos mostra que: “Há bênção maior em dar que em receber” (Atos 20:35). 
Deus generosamente nos deu o presente mais generoso de todos: Seu único Filho, que morreu na cruz por nossos pecados e ressuscitou. Qualquer um que receber esse presente supremo é imensuravelmente rico. Quando o nosso coração está focado no Senhor, as nossas mãos se abrem em amor pelos outros. James Banks - Pão Diário

Visitante para o Natal

Na véspera do Natal de 1944, o “Old Brinker” estava à beira da morte no hospital da prisão, esperando pelo culto de Natal que seria liderado por outros prisioneiros. “Quando começará a música?”, ele perguntou a William McDougall, seu companheiro na prisão Muntok, em Sumatra. “Em breve”, respondeu McDougall. “Bom, poderei compará-la ao cântico dos anjos”, disse-lhe o moribundo. 
Embora Brinker tivesse se afastado de sua fé em Deus décadas antes, em seus últimos dias ele confessou seus pecados e encontrou a paz com o Senhor. Em vez de cumprimentar os outros com o olhar amargo, ele sorria. McDougall disse que “a transformação fora grande”.
Brinker morreu pacificamente depois que o coro de 11 presos cantou a seu pedido, “Noite de Paz”. Sabendo que Brinker mais uma vez seguia a Jesus e se uniria a Deus no Céu, McDougall observou: “Talvez a morte tenha sido muito bem-vinda para o Natal do velho companheiro”. Brinker aguardando a sua morte me faz lembrar de Simeão, um homem piedoso a quem o Espírito Santo revelou que “ele não morreria enquanto não visse o Cristo enviado pelo Senhor”. Quando Simeão viu Jesus no Templo, exclamou: “agora podes levar em paz o teu servo, como prometeste. Vi a tua salvação” (Lucas 2:26,29,30). Tal como aconteceu com Brinker, a fé salvadora em Jesus é o maior presente de Natal que podemos receber. Amy Pye - Pão Diário

Uma sequência de “sim”

Certo Natal, vovó me deu um lindo colar de pérolas. As belas contas brilhavam no meu pescoço até que o cordão arrebentou. Elas saltaram em todas as direções do nosso piso de madeira. Rastejando sobre as tábuas, recuperei cada minúsculo orbe. Individualmente, as pérolas eram pequenas. Mas quando colocadas lado a lado elas causavam bela impressão!
Às vezes as minhas respostas afirmativas a Deus parecem insignificantes, como aquelas pérolas individuais. Comparo-me à mãe de Jesus, que era maravilhosamente obediente. Ela respondeu “sim” quando aceitou o chamado de Deus para gerar o Messias em seu ventre e disse: “Sou serva do Senhor […] Que aconteça comigo tudo que foi dito a meu respeito” (1:38). Maria entendia tudo o que seria exigido dela? Que à frente surgiria um “sim” ainda maior para ceder seu filho para a cruz? Após as visitas dos anjos e pastores, Lucas nos diz que Maria “guardava todas essas coisas no coração e refletia sobre elas” (2:19). Guardar significa “armazenar”, e refletir significa “meditar, pensar muito”. Essa atitude de Maria é repetida em Lucas 2:51. Muitas vezes ela responderia afirmativamente durante a sua vida. Assim como aconteceu com Maria, a chave para a nossa obediência pode ser o entrelaçamento de vários “sim” aos convites do nosso Pai, um de cada vez, até que se entrelacem como “tesouros armazenados” da vida submissa ao Senhor. Pão Diário

A bênção do Pai

Recentemente, várias pessoas de nossa igreja, em especial as que tiveram relacionamentos ruins com seus pais, pediram-me que eu representasse a figura paterna amorosa e lhes abençoasse. A bênção incluía o perdão pelas formas como um pai pode ferir seus filhos, estabelecendo expectativas muito altas, sendo distantes ou falhando em ser presentes e motivadores. A bênção também enaltecia o deleite, a admiração e o amor abundante. Ao compartilhar essa bênção, chorei, meus filhos e eu ainda precisávamos receber essas palavras também.
A Bíblia fala de Deus como nosso Pai e remodela as imagens distorcidas do pai que porventura tenhamos. É perfeito e “grande o amor do Pai”, Deus; nosso Pai eterno que nos tornou “filhos de Deus” (1 João 3:1). Nossa identidade como filhos e filhas de Deus nos alicerça neste mundo incerto e indutor de medo. “Somos filhos de Deus”, diz João, embora “ele ainda não nos mostrou o que seremos” (v.2). Podemos verdadeiramente contar com o nosso Pai que nos ama e nunca deixa de prover por nós ao enfrentarmos os desafios. Depois de tudo dito e feito, Deus diz pelas palavras inspiradas de João que podemos ter certeza de que seremos semelhantes a Ele (v.2).
Em meio às ansiedades, dores e fracassos, nosso Pai nos abençoa com amor inesgotável e insiste em que lhe pertencemos, pois Ele nos fez Seus filhos. Winn Collier - Pão Diário

O prazer do doador

Você se lembra dos Ioiôs, do Lego e dos Cubos Mágicos? O que eles têm em comum? Cada um deles estava entre os 20 presentes de Natal mais populares de todos os tempos. Também estão incluídos na lista outros favoritos como Monopólio, Nintendo Game Boy e Wii.
Todos nós nos alegramos em dar presentes no Natal, mas isso não é nada comparado ao prazer de Deus em nos dar o primeiro presente de Natal. Esse presente veio na forma de um bebê, nascido numa manjedoura em Belém (Lucas 2:7). Apesar do Seu humilde nascimento, a chegada da Criança foi proclamada por um anjo que declarou: “Não tenham medo! Trago boas notícias, que darão grande alegria a todo o povo. Hoje em Belém, a cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor!” (vv.10,11). Seguindo essa notícia magnífica, uma “hoste celestial” apareceu, “louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nos mais altos céus, e paz na terra àqueles de que Deus se agrada!” (vv.13,14). Neste Natal, aproveite para dar presentes aos seus entes queridos, mas nunca perca de vista o motivo de dar: o favor espetacular de Deus em Sua criação, cristalizado no dom de Seu próprio Filho para nos salvar de nossos pecados. Nós presenteamos porque Ele nos presenteou. Que possamos adorá-lo em gratidão! Remi Oyedele - Pão Diário

Não é possível fracassar

“Não é possível fracassar!” Essas palavras foram ditas por Susan B. Anthony (1820–1906), conhecida por sua postura irredutível sobre os direitos das mulheres nos EUA. Apesar de críticas constantes, uma prisão, um julgamento e veredito de culpada por votar ilegalmente, ela prometeu nunca desistir da luta para conquistar o direito de as mulheres votarem, acreditando que essa causa era justa. Embora não tenha vivido para ver o fruto de seu trabalho, sua luta foi vitoriosa. Em 1920, a 29.ª emenda à Constituição lhes deu o direito de voto.
O fracasso também não era opção para Neemias, até porque ele tinha um ajudante poderoso: Deus. Depois de pedir-lhe que abençoasse sua causa na reconstrução do muro de Jerusalém, ele e os que haviam voltado do exílio na Babilônia trabalharam para que isso acontecesse. O muro era necessário para manter o povo a salvo dos inimigos. Houve oposição à causa por meio de fraudes e ameaças, porém Neemias recusou-se a deixar os opositores dissuadi-lo e os informou: “Estou envolvido com uma obra muito importante” (Neemias 6:3). E ele orou: “Fortalece agora as minhas mãos!” (v.9 NVI). Graças à perseverança, “o muro ficou pronto” (v.15). Deus fortaleceu Neemias para perseverar. Você quer desistir? Peça a Deus para ajudá-lo a continuar. Linda Washington - Pão Diário

Escrito no coração


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Como professora universitária, muitas vezes meus alunos me solicitam cartas de recomendação para cargos de liderança, programas de estudo no exterior, cursos de pós-graduação e até empregos. Em cada uma, tenho a chance de elogiar o caráter pessoal e as qualificações.
No mundo antigo, os cristãos viajavam e frequentemente levavam cartas “de recomendação” de suas igrejas. Isso lhes garantia que seriam hospedados e bem recebidos. O apóstolo Paulo não precisou de carta de recomendação quando falou à igreja em Corinto, pois eles já o conheciam. Em sua segunda carta a essa igreja, Paulo escreveu que pregou o evangelho “com sinceridade”, não como “um artigo de comércio” (2 Coríntios 2:17). Mas questionou se os seus leitores pensariam que, ao defender seus motivos na pregação, ele estaria tentando escrever uma carta de recomendação de si mesmo. Paulo disse que não precisava de tal carta, porque as pessoas da igreja em Corinto eram como se fossem as suas cartas de recomendação. A obra visível de Cristo na vida deles era como uma carta “escrita não com pena e tinta, mas com o Espírito do Deus vivo” (3:3). A vida de cada um deles testificava o verdadeiro evangelho que Paulo lhes ensinara. Eram cartas de referência que podiam ser conhecidas e lidas por todos (3:2). Ao seguirmos a Jesus, isso também se aplica a nós, pois a nossa vida conta a história da excelência do evangelho. Amy Peterson - Pão Diário

Ande no presente com Deus

Em Cristianismo puro e simples (Martins Fontes, 2014), C. S. Lewis escreveu: “Com quase toda a certeza, Deus não está no tempo. A vida dele não consiste em momentos que são seguidos por outros momentos […]. Dez e meia, ou qualquer outro momento ocorrido desde a criação do mundo, é sempre um presente para Deus”. Ainda assim, as esperas costumam parecer infinitas. Mas, ao aprendermos a confiar em Deus, o eterno Criador do tempo, podemos aceitar que nossa frágil existência está segura em Suas mãos.
O salmista admite que seus dias são tão fugazes quanto “as sombras que se vão” e o capim que murcha, enquanto Deus “será lembrado por todas as gerações”. Cansado do sofrimento, proclama que Deus “reinará para sempre”, afirmando que o Seu poder e compaixão alcançam além do seu espaço pessoal. Mesmo em seu desespero, concentra-se no poder de Deus como Criador. Embora as Suas criações pereçam, Ele permanecerá o mesmo para sempre (Salmo 102:11-27).
Quando o tempo parece estar parado ou se arrastando, é tentador acusar Deus de atrasar ou de ser pouco receptivo. Parados, podemos nos tornar impacientes, frustrados e esquecer que Ele escolheu todas as pedras do caminho que planejou para nós. Mas o Senhor nunca nos deixa por nossa conta. Quando vivemos pela fé na presença de Deus, podemos andar no presente com Ele. Xochitl Dixon - Pão Diário

Senhor até dos pregos?

Ao entrar no meu carro, vi um brilho no pneu que chamou minha atenção: um prego, encravado na lateral do pneu traseiro. Escutei o assobio revelador do ar escapando. Felizmente, o buraco estava tampado, pelo menos por enquanto. Enquanto eu dirigia para uma borracharia, pensava: Há quanto tempo esse prego está lá? Dias? Semanas? Há quanto tempo estou protegido de uma ameaça que nem sabia que existia? Às vezes podemos viver sob a ilusão de que estamos no controle. Mas esse prego me lembrou de que não estamos.
Felizmente, podemos confiar em Deus quando parece que a vida está fora de controle e instável. No Salmo 18, Davi louva a Deus por Seu cuidado (vv.34,35) e confessa: “Deus me reveste de força […] Abriste um caminho largo para meus pés, de modo que não vacilem” (vv.32,36). Nesse poema de louvor, Davi celebra a presença da “mão” sustentadora de Deus (v.35). Eu pessoalmente não entro em combate como Davi e faço todo o possível para não correr riscos desnecessários. Ainda assim, muitas vezes minha vida é caótica.
Mas posso descansar sabendo que, embora Deus não nos prometa proteção contra todas as dificuldades da vida, Ele sempre sabe onde estou. Sabe para onde estou indo e o que vou encontrar. E Ele é o Senhor de tudo isso, até mesmo dos “ pregos” no caminho que trilhamos. Pão Diário

Você vale a pena!

Certa escritora descreve a depressão que enfrentou após lutar contra um estupro. A violência emocional foi mais profunda do que a luta física, pois ela sentiu que aquilo provava “quão indesejável era e que não era o tipo de garota que você gostaria de conhecer”. Sentia-se indigna de amor, como alguém que os outros usam e descartam.
Deus compreende. Ele amorosamente pastoreava Israel, mas, quando lhes perguntou o Seu valor: “eles me pagaram trinta moedas de prata” (Zacarias 11:12). Era o preço de um escravo; quanto os mestres deveriam ser reembolsados caso seu escravo morresse acidentalmente (Êxodo 21:32). Deus foi insultado ao ser oferecido o menor valor possível. O Senhor então disse sarcasticamente: Veja “esse preço fabuloso pelo qual me avaliaram!” (v.13) e fez Zacarias lançar o dinheiro fora. Jesus compreende. Ele não foi apenas traído por Seu amigo, mas foi traído com desprezo. Os líderes judeus o desprezaram e ofereceram 30 moedas de prata a Judas — o preço mais baixo que você poderia pagar por uma pessoa —, e Judas as aceitou (Mateus 26:14,15; 27:9). Ele pensava tão pouco de Jesus que o vendeu por quase nada. Se as pessoas desvalorizaram Jesus, não se surpreenda quando você é subestimado. O seu valor não é o que os outros dizem nem o que você diz. É inteiramente e somente o que Deus diz. E o Senhor acha que valeu a pena morrer por você. Mike Wittmer - Pão Diário

Água em esperança

O ministério de Tom e Mark é revigorante. Isso fica claro no vídeo que eles compartilham de um grupo de crianças totalmente vestidas rindo e dançando sob a água refrescante de um chuveiro aberto, o primeiro da vida delas. Os dois trabalham com igrejas locais para instalar sistemas de filtragem de água em poços no Haiti, facilitando e prolongando vidas uma vez que evitam doenças relacionadas à água contaminada. O acesso a água limpa e fresca traz a esperança de futuro às pessoas.
Jesus referiu-se à “água viva” para capturar ideia semelhante a daquela fonte contínua de refrigério. Cansado e com sede, Jesus pediu água para beber a uma samaritana (João 4:4-8). Esse pedido os levou a uma conversa e Jesus ofereceu “água viva” a essa mulher (vv.9-15). Essa água se tornaria uma fonte de vida e esperança em seu interior, como “fonte que brota dentro [dela] e lhe dá a vida eterna” (v.14).
Descobrimos no evangelho de João o que é essa água viva quando Jesus disse: “Quem tem sede, venha a mim e beba!” e afirmou que “Rios de água viva brotarão do interior de quem crer em mim” (7:37-39).
Através do Espírito, os que creem nele estão unidos a Cristo e têm acesso ao poder, esperança e alegria ilimitada que são encontrados em Deus. Como a “água viva”, o Espírito habita nos cristãos trazendo encorajamento e renovação. Alyson Kieda - Pão Diário

Jesus e a maior história

Uma bondosa amiga ofereceu-se para cuidar de nossos filhos para minha esposa e eu sairmos juntos. “Vão a um lugar chique!”, ela nos disse. Em vez disso, sendo pessoas práticas, decidimos aproveitar para fazer compras. Quando voltamos, com sacolas de supermercado, nossa amiga perguntou por que não havíamos feito nada de especial. Dissemos a ela que o que torna uma data especial não é tanto o que você faz, mas com quem você está.
O livro de Rute parece ser bem prosaico e é um dos poucos livros da Bíblia que não registra Deus falando diretamente ou fazendo algo. Então, muitos o leem como um drama comovente, mas em grande parte humano, de duas pessoas que se unem em um relacionamento conjugal. Mas, na verdade, algo extraordinário está se desenvolvendo. No capítulo 4 lemos que Rute e Boaz geram Obede, o avô de Davi (Rute 4:17). E em Mateus 1:1 lemos que Jesus nasceu da família de Davi. É Jesus quem torna conhecida a trivial história de Rute e Boaz e revela a história extraordinária dos maravilhosos planos e propósitos de Deus em ação. Muitas vezes vemos nossa vida da mesma maneira: como ordinária e sem propósito especial. Entretanto, quando a vemos através de Cristo, Ele concede significado eterno até mesmo às situações e relacionamentos mais comuns. Peter Chin - Pão Diário

Suplique a Deus

Quando meu marido foi diagnosticado com câncer, eu não sabia o jeito “certo” de pedir a Deus que o curasse. Na minha visão limitada, outras pessoas no mundo tinham problemas tão sérios: guerra, fome, pobreza, desastres naturais.Porém, um dia, durante a nossa oração da manhã, ouvi meu marido humildemente pedir: “Querido Senhor, por favor, cura minha doença”.
Foi um pedido tão simples, mas sincero, que me lembrou de parar de complicar todos os pedidos de oração, pois Deus ouve perfeitamente as nossas súplicas por ajuda. Como Davi simplesmente suplicou: “Volta-te, Senhor, e livra-me! Salva-me por causa do teu amor” (Salmo 6:4). Davi declarou isso durante um tempo de confusão espiritual e desespero. A situação exata não foi explicada nesse salmo. Seus sinceros clamores, no entanto, demonstram profundo desejo de ajuda divina e restauração. “Estou exausto de tanto gemer” (v.6).
No entanto, Davi não permitiu que seus próprios limites, incluindo o pecado, impedissem-no de buscar a Deus em sua necessidade. Assim, mesmo antes de Deus responder, Davi regozijou-se: “o Senhor ouviu meu pranto. O Senhor ouviu minha súplica; o Senhor responderá a minha oração” (vv.8,9).
Apesar de nossa própria confusão e incerteza, Deus ouve e aceita os pedidos sinceros dos Seus filhos. Ele está pronto para nos ouvir, especialmente quando mais precisamos dele. Patricia Raybon - Pão Diário

Superando o medo


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O medo dominou a vida de um homem por 32 anos. Com medo de ser preso por seus crimes, escondeu-se na fazenda de sua irmã, jamais saiu dali e perdeu até mesmo o funeral de sua mãe. Aos 64 anos, descobriu que não havia acusação contra ele e que estava livre para retomar a sua vida normal. Sim, a ameaça da punição existia, mas ele permitiu que o medo dela o controlasse.
O medo também dominou os israelitas quando os filisteus os desafiaram no vale de Elá. A ameaça era verdadeira. Seu inimigo Golias tinha 2,90 m de altura, e sua armadura pesava 60 quilos (1 Samuel 17:4,5). Por 40 dias, toda manhã e toda noite, Golias desafiava o exército israelita a lutar contra ele. Mas ninguém se atrevia a avançar. Ninguém até Davi ter visitado as linhas de batalha. Ele ouviu e viu os seus insultos e se ofereceu para lutar contra Golias. Enquanto todos no exército israelita consideravam Golias grande demais para o enfrentarem, Davi, o jovem pastor, sabia que o gigante não era grande o suficiente para Deus. Davi lhe disse: “A batalha é do Senhor, e ele entregará vocês em nossas mãos!” (v.47). Quando o medo nos domina, sigamos o exemplo de Davi e fixemos o nosso olhar em Deus para obter a perspectiva correta do problema. A ameaça pode ser real, mas Aquele que está conosco é por nós e é maior do que quem está contra nós. Albert Lee - Pão Diário

Dívidas canceladas

Em 2009, certa cidade parou de cobrar das famílias os custos do encarceramento de seus filhos. Embora não cobrem novas taxas, os que as deviam antes dessa mudança na política ainda deviam liquidá-las. Porém, em 2018, todas as obrigações financeiras pendentes foram canceladas.
Para alguns o cancelamento da dívida ajudou muito na luta pela sobrevivência; pois já não tinham esse ônus sobre sua propriedade ou descontos nos salários. Isso significava que podiam colocar mais alimento sobre a mesa. Foi por esse tipo de dificuldades que o Senhor pediu que as dívidas fossem perdoadas a cada sete anos (v.2). Ele não queria que as pessoas fossem prejudicadas por dívidas para sempre.
Os israelitas eram proibidos de cobrar juros sobre empréstimos a seus conterrâneos (Êxodo 22:25). Seus motivos para emprestarem a um vizinho não era o lucro, mas para ajudar os que passavam por tempos difíceis, talvez devido à colheita ruim. As dívidas deveriam ser livremente perdoadas a cada sete anos. Consequentemente haveria menos pobreza entre as pessoas (v.4).
Hoje, não estamos mais sujeitos a essa lei. Mas Deus pode nos induzir a perdoar uma dívida de alguém que luta para recomeçar como membro contribuinte da sociedade. Quando demonstramos misericórdia e generosidade aos outros, enaltecemos o caráter de Deus e damos esperança às pessoas. Kirsten Holmberg - Pão Diário

Graça no final

A escultura Ruthless Trust (Confiança inabalável) de Doug Merkey apresenta uma pessoa em bronze agarrando-se desesperadamente a uma cruz feita de madeira de nogueira. Ele a descreve: “É uma expressão muito simples de nossa postura firme e apropriada para a vida: intimidade e dependência total e irrestrita em Cristo e no evangelho”.
Vemos essa confiança demonstrada nas ações e palavras da mulher sem nome na leitura de hoje. Por 12 anos, sua vida esteve em frangalhos. “Tinha passado por muitas dificuldades nas mãos de vários médicos e, […] gastou tudo que possuía, sem melhorar. Na verdade, havia piorado. Mas tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se por trás dele […] e tocou em seu manto, […] e sentiu em seu corpo que tinha sido curada…” (Marcos 5:25-29).
Você esgotou todos os seus recursos? Pessoas ansiosas, desesperadas, perdidas e angustiadas não precisam se desesperar. O Senhor Jesus ainda responde à fé desesperada, como a dessa mulher sofrida retratada na escultura de Merkey. Charles Wesley expressou esse tipo de fé num hino: “Pai, estendo minhas mãos a ti; não há outra ajuda que eu conheça”. Ele o concluiu com a oração: “Autor da fé, levanto meus olhos cansados e ansiosos a ti. Que eu possa receber essa dádiva. Sem ela, a minha alma desfalece”. Você não tem esse tipo de fé? Peça a Deus para ajudá-lo a confiar nEle. Arthur Jackson - Pão Diário

Nossa luz guia

Na visita ao museu, vi uma exibição de lâmpadas antigas de Israel. Decoradas com desenhos esculpidos, esses vasos de barro de formato oval tinham duas aberturas: uma para óleo e outra para o pavio. Embora os israelitas geralmente as usassem nos quartos, eram pequenas o suficiente para caber na palma da mão.
Talvez uma lâmpada como essa tenha inspirado o rei Davi a escrever a canção de louvor na qual disse: “Ó, Senhor, tu és minha lâmpada! O Senhor ilumina minha escuridão” (2 Samuel 22:29). Davi entoou essas palavras depois que Deus lhe deu a vitória na batalha. Os inimigos de dentro e de fora de sua nação o perseguiam, com a intenção de matá-lo. Por causa de seu relacionamento com Deus, Davi não se escondeu nas sombras. Ele confrontou os inimigos com a confiança adquirida por estar na presença de Deus. Com a ajuda do Senhor, Davi podia ver as coisas claramente e tomar boas decisões por si mesmo, por suas tropas e por sua nação.
A escuridão que Davi mencionou em sua música provavelmente envolvia o medo da fraqueza, derrota e morte. Também vivemos com preocupações semelhantes e que produzem ansiedade e estresse. Quando a escuridão nos pressiona, podemos encontrar a paz por sabermos que Deus também está conosco. A chama divina do Espírito Santo habita em nós para iluminar o nosso caminho até encontrarmos Jesus face a face. Pão Diário

Atitude de gratidão

Moro num local onde os invernos podem ser brutais, com temperaturas abaixo de zero e neve sem fim. Certo dia de frio muito intenso, enquanto eu limpava a neve pelo que me parecia ser a milésima vez, nosso carteiro fez uma pausa em suas rondas para perguntar como eu estava indo. Disse-lhe que não gostava do inverno e estava cansado de tanta neve. E comentei que o trabalho dele devia ser bastante difícil nas condições climáticas extremas. Ele respondeu: “Sim, mas pelo menos tenho um emprego, e muitas pessoas não, por isso sou grato por estar trabalhando”.
Tenho que admitir que me senti culpado pela atitude de gratidão dele. Com muita facilidade podemos perder de vista tudo o que temos para agradecer quando as circunstâncias da vida se tornam desagradáveis.
Paulo disse aos seguidores de Cristo em Colossos: “Permitam que a paz de Cristo governe o seu coração, pois, como membros do mesmo corpo, vocês são chamados a viver em paz. E sejam sempre agradecidos” (Colossenses 3:15). Ele também escreveu: “Sejam gratos em todas as circunstâncias, pois essa é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1 Tessalonicenses 5:18). Mesmo em nossos tempos de luta e dor genuínas, podemos conhecer a paz de Deus e permitir que ela “governe” o nosso coração. E nessa paz, vamos encontrar lembretes de tudo o que nos foi dado em Cristo. Nisso, podemos verdadeiramente ser gratos. Bill Crowder - Pão Diário

Não esqueça o doador

Era pouco antes do Natal e seus filhos tinham dificuldades para reconhecer que deviam ser gratos. A mãe entendia como era fácil pensar daquela maneira, mas também reconhecia que queria algo melhor para preencher o interior do coração deles. Então ela teve a ideia de colocar laços vermelhos nos interruptores de luz, na despensa, na porta da geladeira, na lavadora, na secadora e nas torneiras de água. Em cada laço colocou uma nota manuscrita: “Com esse laço agradecemos a Deus por esses presentes que às vezes passam despercebidos. Deus é tão bom para a nossa família. Não nos esqueceremos de onde vêm esses presentes”.
Em Deuteronômio 6, vemos que o futuro da nação de Israel envolvia a conquista de alguns locais “com cidades grandes e prósperas”. Eles se mudariam para grandes cidades que não tinham construído (Deuteronômio 6:10), ocupariam casas cheias de bens que não tinham sido produzidos por eles e se beneficiariam de cisternas e vinhedos e oliveiras que não tinham cavado nem plantado (v.11). Todas essas bênçãos poderiam ser facilmente encontradas numa única fonte — “o Senhor, seu Deus” (v.10). E enquanto Deus amorosamente providenciava essas coisas e muitas mais, Moisés queria ter certeza de que as pessoas cuidassem de “não se esquecerem do Senhor” (v.12).
Não percamos de vista a bondade de Deus, a fonte de todas as nossas bênçãos. John Blase - Pão Diário

Presentes de cima

De acordo com uma história antiga, um homem chamado Nicolau (nascido em 270 d.C.) ouviu falar de um pai que era tão pobre que não conseguia alimentar suas três filhas, muito menos prover-lhes um dote para seus futuros casamentos. Querendo ajudar esse pai, mas esperando manter sua ajuda em segredo, Nicolau jogou uma bolsa de ouro por uma janela aberta e esta caiu sobre uma meia ou sapato secando ao pé da lareira. Esse homem era conhecido como São Nicolau, que mais tarde se tornou a inspiração para o Papai Noel.
Quando ouvi a história desse presente vindo “do alto”, pensei em Deus, o Pai, que por amor e compaixão enviou à Terra o maior presente, Seu Filho, através de um nascimento miraculoso. Segundo o evangelho de Mateus, Jesus cumpriu a profecia do Antigo Testamento de que uma virgem ficaria grávida e daria à luz um filho que eles chamariam de Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mateus 1:23).
Tão amável quanto era o presente de Nicolau, quanto mais surpreendente é o presente de Jesus. Ele deixou o Céu para se tornar um homem, morreu e ressuscitou, e é Deus vivendo conosco. Ele nos traz conforto quando estamos sofrendo e tristes; Jesus nos encoraja quando nos sentimos desanimados; Ele nos revela a verdade quando podemos ser enganados. Amy Pye - Pão Diário

Fazendo o bem a todos

Doe 1 euro clicando no botão amarelo na coluna ao lado. Deus abençoe!

Na hora de embarcar no avião, uma jovem mãe sozinha com seus filhos tentou desesperadamente acalmar sua filha de 3 anos, que começou a chutar e a chorar quando o bebê de 4 meses também começou a chorar. O passageiro sentado ao lado se ofereceu para segurar o bebê enquanto Jessica afivelava a filha ao cinto. Recordando os seus dias como jovem pai, o viajante começou a colorir com a criança enquanto a mãe alimentava o bebê. E no voo de conexão, esse mesmo homem se ofereceu para ajudá-la, se necessário. A mãe lembrou: “Fiquei impressionada com a provisão de Deus nisso. Poderíamos sentar ao lado de qualquer um, mas estávamos sentados ao lado de um dos homens mais gentis que já conheci”.
Temos outro exemplo desse tipo de bondade. Depois que o rei Saul e Jônatas morreram, alguns esperavam que Davi matasse qualquer um que pudesse reivindicar o trono. Em vez disso, ele perguntou: “Resta alguém da família de Saul? Se resta, gostaria de mostrar a bondade de Deus para com ele” (2 Samuel 9:3). Mefibosete, filho de Jônatas, foi levado a Davi, que restaurou sua herança e, calorosamente, convidou-o a compartilhar sua mesa dali em diante “como se fosse um dos seus filhos” (v.11). Como beneficiários da imensa bondade de Deus, procuremos oportunidades para fazermos o bem aos outros (Gálatas 6:10). Cindy Kasper - Pão Diário

Livre de condenação

Um casal dirigia seu trailer pelo norte da Califórnia quando ouviram o pneu estourar e o metal da roda raspar o asfalto. As faíscas iniciaram o incêndio florestal de Carr de 2018, que queimou quase 230.000 acres, destruiu mais de 1.000 casas e causou a morte de várias pessoas. Quando os sobreviventes souberam que esse casal fora tomado pela tristeza, abriram uma página no Facebook para manifestar “graça e estender bondade pela vergonha e desespero” que os envolvia. Uma mulher postou: “Sou alguém que perdeu a casa neste incêndio e preciso que saibam que nem a minha família nem as outras os culpam. Os acidentes acontecem. Desejo realmente que essas postagens gentis aliviem o seu fardo. Superaremos juntos”.
A condenação e o medo de que fizemos algo irrecuperável pode destruir nossa alma. Felizmente, a Bíblia afirma: “ainda que a consciência nos condene, Deus é maior […] e sabe todas as coisas” (1 João 3:20). Seja qual for a nossa vergonha oculta, Deus é maior do que tudo isso. Jesus nos convida para o ato de cura do arrependimento (se necessário) ou simplesmente desmascara a vergonha que nos consome. Ao encontrarmos a redenção divina “nos tranquilizaremos quando estivermos diante de Deus” (v.19).
Quaisquer que forem os arrependimentos pelo que gostaríamos de desfazer, Deus nos atrai para si e Jesus nos diz: “O seu coração está livre”. Winn Collier - Pão Diário

O envelope perdido

Estávamos a caminho de casa após uma visita aos familiares em outro estado e paramos para abastecer. Quando eu colocava gasolina em nosso carro notei um envelope sujo e volumoso no chão. Apanhei-o com sujeira e tudo e olhei em seu interior. Para minha surpresa, continha aproximadamente 400 reais. Alguém o perdera e naquele exato momento talvez o procurasse desesperadamente. Dei o nosso número de telefone para os atendentes no posto de gasolina, caso alguém voltasse procurando por ele. Mas ninguém nunca ligou.
Alguém tinha esse dinheiro e o perdeu. Geralmente, isso acontece com os tesouros terrenos. Podem ser perdidos, roubados ou até mesmo desperdiçados. Podem ser perdidos em investimentos ruins ou mesmo num mercado monetário sobre o qual não temos controle. Mas não é assim com o tesouro celestial que temos em Jesus: o relacionamento restaurado com Deus e a promessa da vida eterna. Não podemos perdê-lo nem no posto de gasolina nem noutro lugar qualquer.
É por isso que Cristo nos disse para juntarmos “tesouros no céu” (Mateus 6:20). Fazemos isso quando nos tornamos “ricos em boas obras” (1 Timóteo 6:18) ou “ricos na fé” (Tiago 2:5) ajudando os outros com amor e compartilhando Jesus com eles. À medida que Deus nos guia e fortalece podemos ajuntar “tesouros no céu” mesmo enquanto aguardamos o nosso futuro eterno com Ele. Dave Branon - Pão Diário

O outro lado do amor

As estalagens romanas durante a época de Cristo tinham reputação tão ruim que os rabinos nem sequer permitiam que o gado fosse deixado nelas. Diante de condições tão ruins, os viajantes cristãos geralmente procuravam outros crentes para conseguir hospedagem.
Entre esses primeiros viajantes, havia falsos mestres que negavam que Jesus era o Messias. Por esse motivo, a carta de 2 João diz aos leitores que há um momento em que é necessário recusar a hospitalidade. João havia escrito em sua carta anterior: “Quem nega o Pai e o Filho é o anticristo” (1 João 2:22). Em 2 João ele explicou isso dizendo a seus leitores que quem acredita que Jesus é o Messias “tem ligação com o Pai e também com o Filho” (2 João 1:9). E avisou: “Se alguém for a suas reuniões e não ensinar a verdade de Cristo, não o convidem a entrar em sua casa” (v.10). Estender a sua hospitalidade a quem prega um falso evangelho, na verdade, ajudaria a manter as pessoas distantes de Deus. A segunda carta de João nos mostra um “outro lado” do amor de Deus. Servimos ao Deus que acolhe todos de braços abertos. Mas esse amor genuíno não acolherá os que enganosamente prejudicam a si mesmos e aos outros. Deus coloca os Seus braços em torno dos arrependidos que vêm a Ele, no entanto, o Senhor nunca aceita a mentira. Tim Gustafson - Pão Diário

Aprendendo a confiar em Deus

Certa manhã de 31 de dezembro, enquanto eu fazia esteira na academia, a TV transmitia a retrospectiva daquele ano. Eu nunca havia visto um ano como aquele! Emocionei-me ao ver os terremotos, maremotos, enchentes, seca, falta de alimentos, crise no mundo muçulmano gerando o consequente êxodo humano e cristãos decapitados em praias ensanguentadas. Se olharmos só para esses eventos, dá vontade de desistir.
Um novo ano se aproxima, e precisamos avançar aprendendo a confiar em Deus. A Bíblia diz que Deus quer atender as nossas necessidades. Paulo diz que Deus “suprirá todas as necessidades” (Filipenses 4:19). Todas! Um dos Seus nomes bíblicos é Jeová-Jiré, Deus Provedor.
No entanto, cada promessa de Deus tem uma condição que, nesse caso, é a confiança. Porém, para que ela se desenvolva é preciso de prática. De que vale estudar o ano inteiro sobre musculação e nunca levantar um peso? As lutas são pesos que nos permitem exercer a confiança. Então, as dificuldades formam uma academia completa, e o circuito é pesado. Mas, se perseverarmos, sairemos dele vencedores.
O futuro nos aguarda com pressões. Precisamos conscientemente diminuir o ritmo e esperar no Senhor. Ele fará milagres. Não permitamos que a agitação desta era nos afaste de Deus. Corramos para Ele como nosso primeiro recurso, e Ele suprirá todas as nossas necessidades. Guest Author - Pão Diário