Qualquer um e todos

O país de El Salvador honrou Jesus colocando uma escultura dele no centro de sua capital. Embora o monumento esteja no meio de uma rotatória movimentada, a altura dele facilita a visualização do Seu nome — O Divino Salvador do Mundo — comunica reverência a Ele.
Esse nome reafirma o que a Bíblia diz sobre Jesus (1 Joao 4:14). Ele oferece salvação a todos, cruza as fronteiras culturais e aceita qualquer pessoa sincera que queira conhecê-lo, independentemente da idade, educação, etnia, pecado cometido ou status social.
O apóstolo Paulo viajou pelo mundo antigo falando às pessoas sobre a vida, a morte e a ressurreição de Jesus. Compartilhou essas boas novas com autoridades políticas e religiosas, soldados, judeus, gentios, homens, mulheres e crianças. Paulo explicou que uma pessoa poderia começar um relacionamento com Cristo declarando que “Jesus é o Senhor” e crendo que Deus realmente o havia ressuscitado dentre os mortos. Ele disse: “Quem confiar nele jamais será envergonhado […]. Pois “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:9,11,13). Jesus não é uma imagem distante a ser honrada; precisamos ter uma conexão pessoa a pessoa com Ele por meio da fé. Que possamos ver o valor da salvação que Ele oferece e crescer em nosso relacionamento espiritual com o Senhor. Pão Diário

Sempre gratos

No século 17, Martin Rinkart serviu como clérigo na Saxônia, Alemanha, por mais de 30 anos em tempos de guerra e praga. Certo ano, ele conduziu mais de 4.000 funerais, incluindo o de sua esposa, e às vezes a comida era tão pouca que passava fome. Ele poderia ter se desesperado, mas ele agradeceu continuamente e sua fé em Deus permaneceu firme. Demonstrou a sua gratidão nas palavras de um hino.
Rinkart seguiu o exemplo do profeta Isaías, que instruiu o povo de Deus a ser grato em todos os momentos, inclusive quando eles desapontaram a Deus (Isaías 12:1) ou quando os inimigos os oprimiram. Ainda assim, deveriam exaltar o nome de Deus, contando “aos povos o que ele fez” (v.4).
Podemos agradecer durante as celebrações das colheitas, como o Dia de Ação de Graças, e quando estamos desfrutando de um banquete abundante com amigos e familiares. Mas podemos expressar nossa gratidão a Deus em tempos difíceis, como quando sentimos a falta de alguém à nossa mesa, quando lutamos com as nossas finanças ou quando temos conflitos com alguém próximo a nós? Como Rinkart, unamos o nosso coração e vozes enquanto louvamos e agradecemos ao “Deus eterno, a quem a Terra e o Céu adoram”. Podemos dar graças ao “Senhor, pois ele tem feito maravilhas” (v.5). Amy Pye - Pão Diário

Espaço para mim

Ele era um veterano militar idoso, áspero e de fala rude. Um amigo que se importou com ele lhe perguntou sobre as suas crenças espirituais. Seu desdém foi imediato: “Deus não tem espaço para alguém como eu”.
Talvez isso tenha sido parte de sua atitude de “durão”, mas suas palavras não poderiam estar mais longe da verdade! Deus abre espaço especialmente para que os ásperos, cheios de culpa e excluídos pertençam e sejam aceitos em Sua comunidade. Isso foi óbvio desde o início do ministério de Jesus, quando Ele fez escolhas surpreendentes ao chamar Seus discípulos. Primeiro, Jesus escolheu vários pescadores da Galileia, os “mais improváveis” da perspectiva dos que estavam em Jerusalém. Ele também selecionou Mateus, cuja profissão incluía extorquir seus compatriotas oprimidos. E, para completar o cenário, convidou “Simão, o zelote” (Marcos 3:18 ARA).
Não sabemos muito sobre esse Simão (ele não é Simão Pedro), mas sabemos que os zelotes odiavam traidores como Mateus, que enriqueceram por colaborar com os romanos. No entanto, com ironia divina, Jesus escolheu Simão e Mateus, reuniu-os e os incorporou a Sua equipe. Ninguém é “muito ruim” para Jesus, e Ele afirmou: “As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes” (Lucas 5:32). Ele tem muito espaço para casos difíceis — pessoas como você e eu. Tim Gustafson - Pão Diário

Amem os estrangeiros

Fui morar num novo país e uma experiência me fez sentir indesejável. Sentei-me num banco da pequena igreja onde meu marido pregaria naquele dia, e um senhor mais idoso me assustou ao dizer: “Saia desse lugar”. A esposa dele se desculpou dizendo que eu me sentara no banco que eles sempre ocupavam. Depois soube que as igrejas alugavam bancos para arrecadar dinheiro e isso também assegurava que ninguém se sentasse no banco de outra pessoa. Aparentemente, parte dessa mentalidade continuou ao longo de décadas.
Mais tarde, refleti sobre como Deus instruiu os israelitas a receberem bem os estrangeiros, em contraste com as práticas culturais como as que encontrei. Ao estabelecer as leis que permitiriam o Seu povo florescer, Ele lembrou-lhes que recebessem bem os estrangeiros porque eles mesmos já o tinham sido (Levítico 19:34). Não apenas deveriam tratar os estranhos com bondade (v.3), mas também amá-los “como a si mesmos” (v.34). Deus os resgatara da opressão no Egito e deu-lhes um lar numa terra que produzia “leite e mel com fartura” (Exodo 3:17). Ele esperava que o Seu povo amasse outras pessoas que também moravam lá.
Ao encontrar estrangeiros em seu meio, peça a Deus que revele quaisquer práticas culturais que possam impedi-lo de compartilhar o amor de Deus. Amy Pye - Pão Diário

Procura-se: Sabedoria

Kevin, de 2 anos, desaparecera. No entanto, três minutos após sua mãe ligar para a polícia, eles o encontraram na feira do seu bairro a dois quarteirões de casa. Sua mãe havia prometido que ele iria lá mais tarde naquele dia com o avô. Mas Kevin dirigiu seu trator de brinquedo até o local e o estacionou perto do seu brinquedo favorito. Quando já estava em segurança, seu pai sabiamente removeu a bateria do brinquedo.
Kevin foi inteligente para chegar aonde queria, mas crianças de 2 anos ainda não adquiriram outra qualidade fundamental: a sabedoria. E, como adultos, às vezes também não a temos. Salomão, nomeado rei por seu pai Davi (1 Reis 2), admitiu que se sentia como criança. Deus lhe apareceu em sonho e disse: “Peça o que quiser, e eu lhe darei” (3:5). Ele respondeu: “sou como uma criança pequena que não sabe o que fazer. […] Dá a teu servo um coração compreensivo, para que eu possa governar bem o teu povo e saber a diferença entre o certo e o errado” (vv.7-9). Deus concedeu a Salomão “conhecimento tão vasto quanto a areia na beira do mar” (4:29).
Onde podemos obter a sabedoria que precisamos? Salomão disse que o começo da sabedoria é o “temor” ou reverência a Deus (Provérbios 9:10). Assim, podemos começar pedindo a Ele que nos ensine sobre si mesmo e nos dê sabedoria além da nossa. Anne Cetas - Pão Diário