Testemunha no local de trabalho

“Você está chateada que eu quero reduzir o tamanho do seu departamento?” O gerente da Evelyn lhe perguntou. “Não”. Ela apertou a mandíbula frustrada por isso parecer provocação. Ela tentava ajudar a empresa a atrair grupos de interesses diferentes, mas o espaço limitado tornara isso quase impossível. Evelyn resistiu às lágrimas e fez o que o gerente lhe pedira. Talvez ela não pudesse fazer as mudanças que esperava, mas ainda poderia fazer o seu trabalho com o melhor de sua capacidade.
Pedro instruiu os cristãos a submeterem-se “a todas as autoridades humanas” (1 Pedro 2:13). Conservar a integridade numa situação difícil no trabalho não é fácil. Mas Pedro nos dá uma razão para continuarmos a fazer o bem: “Procurem viver de maneira exemplar entre os que não creem. Assim, mesmo que eles os acusem de praticar o mal, verão seu comportamento correto e darão glória a Deus” (v.12). Ademais, isso nos ajuda a dar um exemplo divino aos cristãos que nos observam.
Se enfrentamos uma situação de trabalho verdadeiramente abusiva, talvez seja melhor sair, se isso for possível (1 Coríntios 7:21). Mas num ambiente seguro, com a ajuda do Espírito, façamos bem nosso trabalho lembrando-nos de que “Deus se agrada” disso (1 Pedro 2:20). Quando nos submetemos à autoridade, temos a oportunidade de dar aos outros razões para que sigam e glorifiquem a Deus. Julie Schwab - Pão Diário

Embaixada de Deus

Ludmilla, uma viúva de 82 anos, declarou que sua casa na República Tcheca era uma “Embaixada do Reino dos Céus”, dizendo: “Minha casa é uma extensão do reino de Cristo”. Ela recebe estranhos e amigos que sofrem e precisam de hospitalidade, às vezes provendo comida e abrigo, sempre com compaixão e orações. Ela confia no Espírito Santo para ajudá-la a cuidar de seus visitantes e se alegra com a maneira como Deus responde às suas orações.
Ludmilla serve a Jesus ao abrir sua casa e seu coração, diferentemente do proeminente líder religioso em cuja casa Jesus comeu num sábado. Jesus disse ao mestre da lei que ele deveria receber “os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos” em sua casa — e não aqueles que poderiam “lhe retribuir” (Lucas 14:13). Embora as observações de Jesus impliquem que o fariseu tenha recebido Jesus por orgulho (v.12), Ludmilla, tantos anos depois, convida as pessoas à sua casa para que ela possa ser “um instrumento do amor de Deus e Sua sabedoria”.
Servir os outros com humildade é uma forma de sermos “representantes do reino dos céus”, como diz Ludmilla. Quer possamos ou não prover uma cama para estranhos, podemos colocar as necessidades dos outros antes das nossas, de maneiras diferentes e criativas. Como estenderemos o reino de Deus em nossa parte do mundo hoje? Amy Pye - Pão Diário

Deus limpa as manchas

E se as nossas roupas fossem mais funcionais, autolimpando-se depois de as sujarmos? Bem, engenheiros asiáticos desenvolveram um “revestimento especial que limpa o algodão e retira os odores quando exposto a luzes ultravioletas”. Você pode imaginar as implicações de termos roupas autolimpantes?
Isso pode ser muito útil para roupas manchadas, mas só Deus pode limpar a alma manchada. Na antiga Judá, Deus estava zangado com Seu povo porque eles tinham “dado as costas para ele”, sido perversos e corruptos e adoravam falsos deuses (Isaías 1:2-4). Para piorar, tentaram limpar-se oferecendo sacrifícios, queimando incenso, fazendo muitas orações e reuniões solenes. No entanto, o coração deles permanecia hipócrita e pecaminoso (vv.12-13). Precisavam voltar-se ao Senhor totalmente arrependidos e levar as manchas de sua alma à presença do Deus santo e amoroso. Sua graça os purificaria e os tornaria espiritualmente “tão brancos quanto a neve” (v.18).
Quando pecamos, não há solução autolimpante. Com o coração humilde e arrependido, devemos reconhecer os nossos pecados e colocá-los sob a luz purificadora da santidade de Deus. Temos que nos afastar dos pecados e nos voltarmos ao Senhor. E Deus, o único que limpa as manchas da alma, oferecerá o completo perdão e renovará a nossa comunhão com Ele. Marvin Williams - Pão Diário

Além dos limites do conhecimento

Foi um dia difícil quando meu marido descobriu que, como tantos outros, ele também seria dispensado do emprego devido à pandemia. Acreditávamos que Deus atenderia nossas necessidades básicas, mas a incerteza ainda era assustadora.
Ao processar as minhas emoções, relembrei-me de um poema favorito do reformador do século 16, João da Cruz, intitulado I Went In, I Knew Not Where, (Entrei, sem saber onde). Esse poema retrata a maravilha da submissão a uma jornada de rendição, quando, passando “pelos limites do conhecimento”, aprendemos a “discernir o Divino em todos os seus aspectos ”. E foi isso que meu marido e eu tentamos fazer durante essa experiência: mudar nosso foco do que poderíamos controlar e compreender as maneiras inesperadas, misteriosas e bonitas como Deus pode ser encontrado ao nosso redor.
O apóstolo Paulo convidou os fiéis para uma jornada do visível ao invisível, do exterior ao interior, das lutas temporárias à glória “que durará para sempre” (2 Coríntios 4:17).
Paulo não pediu isso por falta de compaixão pela luta deles. Ele sabia que uma vez que se desapegassem do que podiam entender, seria possível ter o conforto, a alegria e a esperança que desesperadamente precisavam (vv.10,15-16). Eles poderiam descobrir o poder maravilhoso e transformador de Cristo em tornar tudo novo. Monica La Rose - Pão Diário

Sua paz

Por vários meses, lidei com politicagens e intrigas no trabalho. Sou preocupada por natureza e surpreendi-me ao me encontrar em paz. Em vez de me sentir ansiosa, pude reagir com calma e reconheci que essa paz só poderia vir de Deus.
Em contrapartida, houve outro período na minha vida em que tudo ia bem e, ainda assim, eu sentia uma profunda agitação em meu interior. Sabia que era por confiar em minhas habilidades, em vez de confiar em Deus e em Sua liderança. Olhando para trás, percebi que a verdadeira paz — a paz de Deus — não é definida por nossas circunstâncias, mas pela nossa confiança nele.
A paz de Deus vem até nós quando as nossas mentes estão firmes (Isaías 26:3). Em hebraico, a palavra para “firme” significa “inclinar-se”. À medida que nos inclinarmos sob a liderança do Pai, experimentaremos Sua calma presença. Podemos confiar em Deus, lembrando-nos de que Ele humilhará os orgulhosos e perversos e aplainará os caminhos daqueles que o amam (vv.5-7). Quando experimentei a paz, numa época de dificuldades e não de tranquilidade, descobri que a paz de Deus não é uma ausência de conflito, mas uma profunda sensação de segurança mesmo em perigo. É uma paz que excede a compreensão humana e protege o nosso coração e mente em meio às circunstâncias mais difíceis (Filipenses 4:6-7). Karen Huang - Pão Diário