Sementes da graça divina

Por quase quatro décadas, um homem na Índia trabalhou para trazer vida nova a um solo devastado e arenoso. Vendo como a erosão e as mudanças nos ecossistemas haviam destruído a ilha que ele amava, começou a plantar uma árvore por vez, bambu e algodão. Hoje, florestas exuberantes e abundante vida silvestre recobrem essa terra. No entanto, ele insiste que o renascimento não foi algo que ele próprio fez acontecer. Reconhecendo a maneira surpreendente como o mundo natural é projetado, ele se admira de como o vento leva as sementes ao solo fértil. Aves e animais também participam da semeadura, e os rios também contribuem para o florescimento.
A criação funciona de maneiras que não podemos compreender ou controlar. Jesus nos ensina que esse mesmo princípio se aplica ao reino de Deus: “…é como um lavrador que lança sementes sobre a terra […], as sementes germinam e crescem, mas ele não sabe como isso acontece (Marcos 4:26,27). Deus traz vida e cura ao mundo como puras dádivas, sem nossa manipulação. Fazemos tudo o que Deus nos pede, e depois observamos a vida surgir. Sabemos que tudo flui de Sua graça. É tentador acreditar que somos responsáveis por mudar o caráter de alguém ou garantir resultados para os nossos fiéis esforços. No entanto, não precisamos viver sob tamanha pressão. Deus faz todas as nossas sementes crescerem. É tudo graça divina. Winn Collier - Pão Diário

Entrelaçados

Uma amiga me deu uma planta que possuía por mais de 40 anos. A planta tinha a minha altura e produzia folhas grandes de três caules separados. Com o tempo, o peso das folhas fez os três caules se curvarem ao solo. Para endireitá-los, calcei o vaso da planta e o coloquei perto da janela para que a luz do sol atraísse as folhas para cima e ajudasse a curar a má postura dos caules. Pouco depois de receber a planta, vi outra igual numa sala de espera de uma empresa local. Também crescia a partir de três troncos longos e finos, mas eles tinham sido trançados para formar um núcleo maior e mais sólido. Esta planta ficava ereta sem qualquer ajuda.
Duas pessoas podem permanecer no mesmo “vaso” por anos, mas se distanciarem e experimentarem menos dos benefícios que Deus quer que usufruam. No entanto, quando suas vidas estão entrelaçadas com Deus, há maior estabilidade e proximidade. Seu relacionamento ficará mais forte: “uma corda trançada com três fios não arrebenta facilmente” (Eclesiastes 4:12). Como plantas de casa, os casamentos e amizades requerem algum cuidado. Cuidar desses relacionamentos envolve “enxertar-se” espiritualmente para que Deus esteja presente no centro de cada elo importante. Ele é um suprimento infinito de amor e graça, e é isso o que mais precisamos para permanecermos felizes e unidos uns aos outros. Pão Diário

Apenas um toque


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Foi apenas um toque, mas para Célio fez toda a diferença. Sua pequena equipe se preparava para fazer um trabalho de caridade numa região conhecida pela hostilidade aos cristãos e seu nível de estresse começou a aumentar. Quando ele compartilhou suas preocupações com um companheiro da equipe, seu amigo parou, colocou a mão em seu ombro e compartilhou algumas palavras encorajadoras com ele. Célio viu nesse breve toque um ponto de virada, um poderoso lembrete da simples verdade de que Deus estava com ele.
João, o amigo íntimo e discípulo de Jesus, havia sido banido para a desolada ilha de Patmos por pregar o evangelho quando ouviu “uma forte voz, como um toque de trombeta” (1:10). Esse som foi seguido por uma surpreendente visão do próprio Senhor, e João caiu “a seus pés como morto”. Porém, naquele momento assustador, ele recebeu consolo e coragem. João escreveu: “Ele, porém, colocou a mão direita sobre mim e disse: “Não tenha medo! Eu sou o Primeiro e o Último” (Apocalipse 1:17).
Deus nos tira da nossa zona de conforto para nos mostrar coisas novas, para nos expandir e para nos ajudar a crescer. Mas Ele também traz coragem e conforto para passarmos por todas as situações. Ele não nos deixará sozinhos em nossas provações. Ele tem tudo sob controle. Ele nos tem em Suas mãos. Tim Gustafson - Pão Diário

Este sou eu

A canção This Is Me (Este sou eu) do filme O rei do show é baseada na vida de P. T. Barnum e seu circo itinerante. É cantada pelos personagens que sofreram provocações e abusos verbais por não estarem em conformidade com as normas sociais e descrevem as palavras como balas destrutivas e facas que deixam cicatrizes. Suas palavras refletem sobre quantas pessoas suportam as feridas invisíveis, mas verdadeiras, causadas por palavras ferinas.
Tiago entendeu o perigo potencial de as palavras causarem danos destrutivos e duradouros, chamando a língua de “incontrolável e perversa, cheia de veneno mortífero”. Com essa comparação surpreendentemente forte, enfatizou a urgente necessidade de os cristãos reconhecerem o imenso poder de suas palavras. Mais ainda, ele destacou a inconsistência de louvar a Deus num momento e ferir pessoas criadas à imagem de Deus no próximo (Tiago 3:8-10).
A música This Is Me desafia a veracidade dos ataques verbais insistindo que todos nós somos gloriosos. A Bíblia estabelece a dignidade e a beleza que são únicas de cada ser humano, não por causa da aparência externa ou de qualquer coisa que tenhamos feito, mas porque cada um de nós é lindamente projetado por Deus — somos Suas obras-primas (Salmo 139:14). As nossas palavras ditas uns aos outros e sobre o outro têm o poder de reforçar essa verdade encorajadora. Lisa M. Samra - Pão Diário

Boas notícias

O anúncio trouxe um sorriso ao meu rosto: “As meias mais confortáveis da história dos pés”. Na sequência, estendendo sua alegação de notícias ainda melhores para os pés, o publicitário disse que sendo as meias o item de vestuário mais solicitado em abrigos, para cada par de meias compradas, a empresa doaria um par para alguém em necessidade.
Imagine o sorriso quando Jesus curou os pés de um homem que não conseguia andar por 38 anos (João 5:2-8). Agora imagine o olhar oposto nos rostos dos funcionários do Templo que não se impressionaram com o cuidado de Jesus pelos pés ou pelo coração de alguém que ficou sem ajuda por tanto tempo. Eles acusaram o homem curado e Jesus de violarem uma lei religiosa que exigia que nenhum trabalho fosse feito no sábado (vv.9,10,16,17). Eles viram apenas ordenanças onde Jesus viu a necessidade de misericórdia.
Nesse ponto, o homem nem sabia quem tinha curado os seus pés. Só mais tarde ele seria capaz de dizer que fora Jesus quem o havia curado (vv.13-15) — o mesmo Jesus que permitiria que Seus próprios pés fossem pregados no madeiro para oferecer a esse homem, e a nós, a melhor notícia da história: a cura de corpos feridos, mentes e corações. M.R. DeHaan - Pão Diário