Quando tudo parece perdido

Em seis meses, a vida de Geraldo se desfez. A crise econômica arruinou seus negócios e um trágico acidente tirou a vida de seu filho. Vencida, sua mãe teve um ataque cardíaco e morreu, a esposa dele entrou em depressão e suas duas filhas ficaram inconsoláveis. Ele ecoou as palavras do salmista: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Salmo 22:1).
A esperança de que Deus, que ressuscitou Jesus, um dia libertaria ele e sua família dessa dor para uma vida eterna de alegria o mantinha em pé. Geraldo esperava em Deus por respostas aos seus pedidos desesperados de ajuda. Em seu sofrimento, como o salmista Davi, ele decidiu confiar em Deus em meio ao seu pesar e manteve a esperança de que Deus o libertaria e salvaria (vv.4,5). Essa esperança o sustentou. Ao longo dos anos, sempre que lhe perguntavam como estava, ele respondia: “Bem e confiando em Deus”.
Deus honrou essa confiança, dando a Geraldo o conforto, a força e a coragem para continuar com o passar dos anos. Sua família lentamente se recuperou da crise e logo ele deu as boas-vindas ao nascimento de seu primeiro neto. Seu choro é agora um testemunho da fidelidade de Deus. Ele já não pergunta mais: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” O Senhor o abençoou. Quando parece que não sobrou nada, ainda há esperança. Leslie Koh - Pão Diário

Uma crítica gentil

Na aula de pintura de paisagem, o professor, profissional e experiente, avaliou minha primeira tarefa. Com a mão no queixo, silenciou na frente do meu quadro e pensei: Aqui vamos nós, ele vai dizer que é terrível. Mas ele não o fez.
Ele gostou do esquema de cores, da sensação de abertura e disse que as árvores à distância poderiam ser iluminadas. As ervas daninhas precisavam de bordas mais suaves. Ele tinha autoridade para criticar o meu trabalho com base nas regras de perspectiva e cor, e sua crítica era honesta e gentil.
Jesus era perfeitamente qualificado para condenar as pessoas por seus pecados, mas não usou os Dez Mandamentos para condenar a mulher samaritana que conheceu num antigo poço de água. Ele gentilmente criticou sua vida com poucas declarações, e ela reconheceu como a sua busca por satisfação a levara ao pecado. Com base nessa consciência, Jesus revelou-se como a única fonte de satisfação eterna (João 4:10-13).
Experimentamos essa combinação de graça e verdade que Jesus usou nessa situação em nosso relacionamento com Ele (1:17). Sua graça nos impede de sermos oprimidos por nossos pecados e Sua verdade evita que pensemos que o assunto não seja sério. Convidemos Jesus para nos mostrar onde precisamos crescer para nos tornarmos mais semelhantes a Ele. Pão Diário

O cais da saudade

“Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!”, diz Fernando Pessoa no poema “Ode Marítima”. O píer de Pessoa representa as emoções que sentimos quando um navio se afasta lentamente. Ele parte e o píer permanece, um monumento duradouro às esperanças e sonhos, despedidas e anseios. Desejamos o que está perdido e o que não conseguimos alcançar. O poeta descreve o indescritível. A palavra “saudade” refere-se a um anseio nostálgico que sentimos, uma dor profunda que desafia o seu significado.
Talvez o monte Nebo representasse o “cais” para Moisés. Dali, ele contemplou a Terra Prometida, na qual nunca pisaria. Deus disse a Moisés: “permiti que você a visse com seus próprios olhos, mas você não atravessará o rio para entrar nela” (Deuteronômio 34:4).Isso pode parecer cruel. Mas, se é tudo que vemos, perdemos a essência do que está acontecendo. Deus está consolando Moisés: “Esta é a terra que prometi sob juramento a Abraão, Isaque e Jacó, quando disse: ‘Eu a darei a seus descendentes’” (v.4). Breve Moisés deixaria o Nebo para uma terra muito melhor do que Canaã (v.5).
A vida muitas vezes nos encontra no cais. Os queridos partem; as esperanças desaparecem; sonhos morrem. Nisso, sentimos ecos do Éden e indícios do Céu. Nossos anseios nos levam a Deus, que é o cumprimento pelo qual ansiamos. Tim Gustafson - Pão Diário

A melhor estratégia para a vida

Observávamos o jogo de basquete da minha filha quando ouvimos o treinador dizer uma única palavra para as jogadoras: “Duplas”. Imediatamente, a estratégia defensiva mudou de um contra um para duas jogadoras contra a oponente que segurava a bola. Elas foram bem-sucedidas em frustrar os esforços da oponente para lançar e marcar, eventualmente, a dupla levou a bola à sua cesta.
Quando Salomão lida com as labutas e frustrações do mundo, ele também reconhece que ter companhia no trabalho produz “sucesso” (Eclesiastes 4:9). Uma pessoa que luta sozinha pode ser “…vencida, mas duas pessoas juntas podem se defender melhor” (v.12). Um amigo próximo pode nos ajudar quando caímos (v.10).
As palavras de Salomão nos incentivam a compartilhar nossa jornada, para que não enfrentemos as provações sozinhos. Isso pode exigir de nós um nível de vulnerabilidade com o qual não estamos familiarizados nem confortáveis. Outros dentre nós anseiam por esse tipo de intimidade e lutam para encontrar amigos com quem compartilhar. Seja qual for o caso, não devemos desistir do esforço. Salomão e os treinadores de basquete concordam: os colegas de equipe ao nosso redor são a melhor estratégia para enfrentarmos as lutas que surgem na quadra e na vida. Senhor, obrigado por aqueles que nos encorajam e apoiam. Kirsten - Pão Diário

O Senhor providenciará

Minha ansiedade aumentou entre meus cursos de graduação e pós-graduação. Adoro ter tudo planejado, e a ideia de mudar de estado e entrar na pós-graduação desempregada me deixou desconfortável. No entanto, alguns dias antes de eu sair do meu emprego de verão, pediram-me para continuar trabalhando remotamente para a empresa. Aceitei e tive paz, pois Deus estava cuidando de mim. 
Deus providenciou, mas foi em Seu tempo, não no meu. Abraão passou por uma situação muito mais difícil com seu filho Isaque. Ele foi convidado a levar seu filho e sacrificá-lo em uma montanha (Gênesis 22:1,2). Sem hesitar, Abraão obedeceu e levou Isaque até o local designado. Essa jornada de três dias deu a Abraão tempo suficiente para mudar de ideia, mas isso não aconteceu (vv.3,4). Quando Isaque questionou seu pai, Abraão respondeu: “Deus providenciará o cordeiro para o holocausto” (v.8). Questiono-me se a ansiedade de Abraão crescia com cada nó que ele amarrava em Isaque no altar e com cada centímetro ao erguer sua faca (vv.9,10). Que alívio deve ter sido quando o anjo o deteve (vv.11,12)! Deus realmente providenciou um sacrifício, um carneiro, preso num arbusto (v.13). O Senhor testou a fé de Abraão que provou ser fiel. E na hora certa, no último segundo, Deus providenciou livramento (v.14). Julie Schwab - Pão Diário

Ministro da solidão

A viúva Betsy passa a maior parte do tempo em seu apartamento assistindo TV e tomando chá. Ela não está sozinha em sua solidão. Mais de nove milhões de britânicos dizem que frequentemente, ou sempre, se sentem solitários. No Reino Unido foi nomeado um ministro da solidão para descobrir o motivo disso e como ajudar. 
Algumas causas da solidão são bem conhecidas: mudamo-nos com muita frequência e isso dificulta criarmos laços. Acreditamos em nossa suficiência e que não temos motivo para contatar os outros. Estamos separados pela tecnologia, imersos em nossas telas piscantes.
Sinto o toque escuro da solidão, e, talvez, você também o sinta. Essa é uma das razões pelas quais precisamos de irmãos. Hebreus conclui sua profunda discussão sobre o sacrifício de Jesus, encorajando-nos a nos reunirmos continuamente (10:25). Pertencemos à família de Deus e devemos amar “uns aos outros como irmãos” e “demonstrar hospitalidade” (13:1,2). Se fizermos um esforço, todos se sentirão amados.
As pessoas solitárias podem não retribuir a nossa gentileza, mas não desistamos. Jesus prometeu nunca nos deixar, nem nos abandonar (13:5), e podemos usar Sua amizade para alimentar o nosso amor pelos outros. Você está sozinho? Pode servir a família de Deus? Os amigos que você faz em Jesus duram para sempre, nesta vida e além. Mike - Pão Diário