Suave, mas poderoso

Quando a ocupação inimiga aumentou na Holanda, Anne Frank e sua família se mudaram para um esconderijo para fugir do perigo. Eles permaneceram escondidos por dois anos durante a Segunda Guerra antes de serem enviados aos campos de concentração. Mesmo assim, Anne escreveu no que se tornou o famoso Diário de Anne Frank (Ed. Record, 2014): “A longo prazo, o espírito bondoso e gentil é a arma mais brutal de todas”.
A gentileza pode ser uma questão complicada quando lidamos com a vida real.
Em Isaías 40, temos a imagem de Deus como gentil e poderoso. “Como pastor […] levará os cordeirinhos nos braços” (v.11). Mas isso vem depois de: “o Senhor Soberano vem com poder; com braço forte governará” (v.10). Todo-poderoso, mas gentil quando se trata de proteger os vulneráveis. Pense em Jesus, que brandiu o chicote ao virar as mesas dos cambistas no Templo, mas também cuidou gentilmente das crianças! Ele usou palavras poderosas para denunciar os fariseus (Mateus 23), mas perdoou a mulher que carecia de Sua misericórdia (João 8:1-11).
Há momentos de defendermos os fracos e desafiarmos outros a buscarem justiça, mas também deixar que todos vejam “que vocês são amáveis em tudo que fazem” (Filipenses 4:5). Ao servirmos a Deus, às vezes nossa maior força revela um coração bondoso com os necessitados. Dave Branon - Pão Diário

Fugindo dos ruídos extras

Há alguns anos, a reitora de uma faculdade sugeriu que os alunos fizessem uma “desaceleração” certa noite. Mesmo concordando, eles relutaram em deixar o celular de lado ao entrar na capela. Durante uma hora, sentaram-se em silêncio num culto de louvor e oração. Posteriormente, um participante descreveu a experiência como “uma oportunidade maravilhosa de se acalmar […] uma ocasião de se desligar de todo barulho extra”.
Às vezes, é difícil fugir do “ruído extra”. O clamor do mundo interior e exterior pode ser ensurdecedor. Mas, quando estamos dispostos a “desacelerar”, entendemos o lembrete do salmista sobre a necessidade de nos aquietarmos para saber quem é Deus (Salmo 46:10). Em 1 Reis 19, descobrimos que, quando o profeta Elias buscou o Senhor, não o encontrou no caos do vento nem no terremoto nem no fogo (vv.9-13). Elias ouviu o suave sussurro de Deus (v.12).
Os ruídos extras fazem parte praticamente de todas as comemorações. Quando famílias e amigos se reúnem, é provável que haja conversas animadas, comida em excesso, riso barulhento e doces expressões de amor. Mas quando abrimos silenciosamente o coração, descobrimos que o tempo com Deus é ainda mais doce. Como Elias, somos mais propensos a encontrar Deus na quietude. E, às vezes, se estivermos atentos, também ouviremos esse sussurro suave. Cindy Kasper - Pão Diário

O retorno dos investimentos

Em 1995, os investidores da bolsa norte-americana tiveram um recorde de lucros: em média, 37,6%. Depois, em 2008, quase perderam a mesma porcentagem: negativos 37%. Durante esse período de 13 anos, os lucros variaram, levando quem tinha dinheiro aplicado a imaginar o que aconteceria com o seu investimento.
Jesus garantiu aos Seus seguidores que teriam um retorno incrível ao investirem sua vida nele. Eles deixaram tudo para segui-lo — a casa, o emprego, o status e a família —, aplicando a própria vida como investimento (Marcos 10:28). Mas, depois de ver um rico lidando com o poder que as riquezas exerciam sobre ele, questionaram se esse investimento geraria frutos. Jesus respondeu que qualquer um disposto a sacrificar-se por Ele receberia “em troca, neste mundo, cem vezes mais […] e, no mundo futuro […] a vida eterna” (v.30). Esse é um resultado muito melhor do que qualquer mercado financeiro jamais proporcionaria.
Não temos de nos preocupar com a “taxa de juros” dos nossos investimentos espirituais — com Deus, o lucro é incomparável. Com dinheiro, queremos o lucro máximo. Com Deus, o que recebemos não se mede monetariamente, mas em alegria por conhecê-lo hoje e sempre e poder compartilhar isso com os outros! Kirsten - Pão Diário

Quando você não é escolhido

Meu amigo postou no Facebook a conclusão de um projeto, e muitos o parabenizaram. Mas, para mim, aquilo foi uma facada no coração. O projeto era meu. Eu fora deixado de lado e não sabia o porquê.
Pobre José. Ele não foi escolhido por Deus e sabia por qual motivo. José foi um dos dois interessados em substituir Judas. Os discípulos oraram: “Senhor, tu conheces cada coração. Mostra-nos qual destes homens escolheste” (Atos 1:24). Deus escolheu o outro e anunciou Sua decisão: “Matias foi escolhido” (v.26). Penso na reação de José enquanto os discípulos parabenizavam Matias. Como ele lidou com a rejeição? Sentiu-se abandonado, mergulhou na autocomiseração e se distanciou dos outros? Ou confiou em Deus e alegremente permaneceu num cargo de apoio?
Sei qual é a melhor opção. E sei a opção que eu escolheria. Que constrangedor! Se você não me quer, tudo bem. Vejamos como vocês se saem sem mim. Essa escolha pode parecer melhor, mas apenas por ser egoísta. José não é mencionado de novo nas Escrituras; portanto, não sabemos como ele reagiu. O mais importante é como reagimos quando não somos escolhidos. Que possamos lembrar que o reino de Jesus importa mais do que o nosso sucesso pessoal, e que possamos servir alegremente em qualquer cargo que Ele escolha. Mike - Pão Diário

Aqui conosco


Doe 1 euro clicando no botão amarelo na coluna ao lado. Deus abençoe!

Ela olhava fixamente para a prateleira superior na qual se encontravam os vidros com molho. Permaneci ao seu lado por um ou dois minutos olhando a mesma prateleira, tentando decidir. Mas ela parecia alheia à minha presença, perdida na situação. Não tenho problemas com prateleiras superiores, porque sou um homem alto, mas ela era mais baixa. Então lhe ofereci ajuda e, surpresa, ela me disse: “Nem o vi! Sim, quero ajuda, por favor”.
Os discípulos tinham um enorme problema nas mãos: multidões famintas, um local afastado e o tempo passando — “…está ficando tarde. Mande a multidão embora para que possam ir aos povoados e comprar comida” (Mateus 14:15). Quando foram desafiados por Jesus para tomar conta das pessoas, eles responderam: “Temos apenas…” (v.17). Eles pareciam ter consciência só do que não tinham. Mas, ao lado deles, estava Jesus, aquele que não era apenas o multiplicador de pães, mas o próprio Pão da Vida. Às vezes, tentando compreender os desafios da vida com a nossa perspectiva limitada, podemos perder de vista a presença de Cristo. Das remotas encostas aos corredores do mercado e em todos os lugares, Ele é Emanuel — Deus conosco, uma ajuda sempre presente na tribulação. John - Pão Diário

Propósito na dor?

Quando Siu Fen descobriu que tinha insuficiência renal e precisaria de diálise pelo resto da vida, pensou em desistir. Aposentada e solteira, a cristã de longa data não viu motivos para prolongar sua vida. Mas os amigos a convenceram a perseverar, a fazer diálise e a confiar que Deus a ajudaria.
Dois anos depois, sua experiência lhe foi útil ao visitar uma amiga da igreja com uma doença incapacitante. A mulher se sentia só, e poucos conseguiam de fato entender sua situação. Mas Siu Fen se identificou com a dor física e emocional e conectou-se com ela de forma pessoal. Sua própria jornada permitiu que ela caminhasse com aquela mulher, dando-lhe uma medida especial de conforto que os outros não conseguiam lhe dar, e disse: “Agora vejo que Deus ainda pode me usar”.
Pode ser difícil entender o motivo de sofrermos, porém Deus pode usar a nossa aflição de maneiras inesperadas. Quando buscamos no Senhor o consolo e o amor em meio às provações, também somos capacitados a ajudar os outros. Não é de se admirar que Paulo tenha aprendido a ver propósito no próprio sofrimento: isso lhe dava a oportunidade de receber o consolo de Deus, o qual ele poderia usar para abençoar os outros (2 Coríntios 1:3-5). Não devemos negar a dor ou o sofrimento, mas podemos crer na capacidade divina de usá-los para o bem. Leslie - Pão Diário