Presente na tempestade


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O fogo consumiu a casa de uma família de seis pessoas da nossa igreja, mas o pai e um filho sobreviveram. O pai estava hospitalizado enquanto sua esposa, mãe e dois filhos pequenos eram levados ao descanso eterno. Infelizmente, esses acontecimentos continuam se repetindo. E a antiga pergunta também: “Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?”. Não nos surpreende que esse velho questionamento não tenha novas respostas.
Porém, a verdade que o salmista apresenta no Salmo 46 também foi repetida, ensaiada e aceita repetidamente. “Deus é nosso refúgio e nossa força, sempre pronto a nos socorrer em tempos de aflição” (v.1). Nos versículos 2 e 3, as condições são catastróficas: terra e montanhas se movendo e as águas furiosas. Estremecemos ao nos imaginarmos nessas condições tempestuosas retratadas poeticamente. Mas, às vezes, encontramo-nos assim: nos espasmos de uma doença terminal, numa crise financeira devastadora, atormentados e atordoados pela morte de entes queridos.
É tentador racionalizar que a presença de problemas significa a ausência de Deus. Mas a verdade das Escrituras contraria essas noções. “O Senhor dos Exércitos está entre nós; o Deus de Jacó é nossa fortaleza” (vv.7,11). Ele está presente quando as circunstâncias são insuportáveis e encontramos o conforto em Seu caráter: Ele é bom, amoroso e confiável. Arthur Jackson - Pão Diário

Em nossa fraqueza

Embora Anne Sheafe Miller tenha morrido em 1999 com 90 anos, ela quase falecera em 1942 ao desenvolver septicemia após um aborto espontâneo e todos os tratamentos terem sido infrutíferos. Quando um paciente no mesmo hospital mencionou sua conexão com um cientista, que estava trabalhando em uma nova droga milagrosa, o médico de Anne pressionou o governo a liberar uma pequena quantia para sua paciente. Em apenas um dia, sua temperatura voltou ao normal! A penicilina salvou a vida dela.
Desde a queda, todos os seres humanos experimentaram uma condição espiritual devastadora provocada pelo pecado (Romanos 5:12). Somente a morte, a ressurreição de Jesus e o poder do Espírito Santo nos possibilitaram sermos curados (8:1,2). O Espírito Santo nos permite desfrutar de uma vida abundante na Terra e da eternidade na presença de Deus (vv.3-10). “E, se o Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vocês, o Deus que ressuscitou Cristo Jesus dos mortos dará vida a seu corpo mortal, por meio desse mesmo Espírito que habita em vocês” (v.11). Quando sua natureza pecaminosa ameaça tirar a sua vida, olhe para a fonte de sua salvação, Jesus, e fortaleça-se pelo poder do Seu Espírito (vv.11-17). “O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza” e “intercede por nós, o povo santo, segundo a vontade de Deus” (vv.26,27). Ruth - Pão Diário

Salvando vilões

Os heróis dos quadrinhos são mais populares do que nunca. Em 2017, seis filmes de super-heróis contabilizaram mais de 4 bilhões de dólares em bilheterias. Por que esses filmes atraem tantos?
Talvez porque essas histórias se assemelham à grande história de Deus. Há o herói, o vilão, o povo necessitado de resgate e muita ação fascinante.
Nessa história, Satanás é o maior vilão, o inimigo de nossas almas. Mas há outros “pequenos” vilões. Em Daniel, Nabucodonosor é um exemplo. Ele era o rei de grande parte do mundo e decidiu matar qualquer um que não adorasse sua estátua gigante (3:1-6). Quando três corajosos oficiais judeus se recusaram (vv.12-18), Deus os salvou dramaticamente de uma fornalha ardente (vv.24-27). Entretanto, numa reviravolta surpreendente, vemos o coração desse vilão começar a mudar. Em resposta a esse acontecimento espetacular, Nabucodonosor disse: “Louvado seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego” (v.28). No entanto, ele ameaçou matar quem desafiasse a Deus (v.29), ainda não entendendo que o Senhor não precisava de sua ajuda. Ele aprenderia mais sobre Deus no capítulo 4, mas isso é outra história.
Não vemos apenas um vilão em Nabucodonosor, mas alguém numa jornada espiritual. Na história da redenção de Deus, nosso herói, Jesus, alcança todos os que precisam de ajuda incluindo os vilões entre nós. Tim Gustafson - Pão Diário

Lição com desenhos

Minha amiga e conselheira desenhou um boneco de palitos numa folha de papel. E a rotulou como “particular”. Depois, desenhou um contorno em torno da figura, e chamou-o de “público”. A diferença entre o eu particular e o público representa o grau de nossa integridade. 
Fiz uma pausa e questionei-me: “Sou a mesma pessoa em público que sou em particular? Tenho integridade?”.
Paulo escreveu cartas para a igreja em Corinto tecendo amor e disciplina em seus ensinamentos para serem como Jesus. Ao aproximar-se do final da segunda carta aos coríntios, ele se dirigiu aos acusadores que desafiaram sua integridade dizendo que ele era ousado em suas cartas, mas fraco pessoalmente (2 Coríntios 10:10). Esses críticos usavam a oratória profissional para receber dinheiro de seus ouvintes. Paulo tinha conhecimento acadêmico, mas falava com simplicidade e clareza. “Minha mensagem e minha pregação foram muito simples”, escreveu numa carta anterior, “me firmei no poder do Espírito” (1 Coríntios 2:4). Sua carta posterior revelou sua integridade: “Essa gente deveria perceber que, quando estivermos presentes em pessoa, nossas ações serão tão enérgicas quanto aquilo que dizemos a distância” (2 Coríntios 10:11). Paulo se apresentou como a mesma pessoa em público que era em particular. E nós? Pão Diário

O Salvador que nos conhece

“Pai, que horas são?”, perguntou meu filho. “São 5h30”, respondi. Eu sabia exatamente o que viria em seguida. “Não, são 5h28!”. Vi seu rosto se iluminar. “Peguei vocês!”, disse radiante. Senti-me encantado pelo fato de conhecer meu filho, de um jeito que só um pai conhece.
Como qualquer pai atencioso, eu os conheço. Sei como vão reagir ao acordarem, o que vão querer almoçar, seus inúmeros interesses, desejos e preferências.
Mas, mesmo assim, nunca os conhecerei perfeitamente, por dentro e por fora, como o nosso Senhor nos conhece.
Temos um vislumbre do conhecimento que Jesus tem de Seu povo em João 1 quando Natanael, a quem Felipe havia pedido para encontrar Jesus, foi em Sua direção. Jesus lhe disse: “Aí está um verdadeiro filho de Israel, um homem totalmente íntegro” (v.47). Surpreendido, Natanael reagiu: “Como o senhor sabe a meu respeito?”. Um tanto misteriosamente, Jesus respondeu que Ele o vira sob a figueira (v.48). Podemos não saber por que Jesus escolheu compartilhar esse detalhe em particular, mas parece que Natanael sabia! E extasiado, respondeu: “Rabi, o senhor é o Filho de Deus” (v.49). Jesus nos conhece assim: íntima, completa e perfeitamente — como desejamos ser conhecidos. E nos aceita completamente — convidando-nos a sermos, não apenas Seus seguidores, mas Seus amados amigos (15:15). Pão Diário

Palavras que ferem

“Magrela”, provocou o menino. “Vareta”, outro emendou. Em resposta, eu poderia ter respondido “o que vem de baixo não me atinge”. Mas, mesmo sendo uma garotinha, eu sabia que não era bem assim. As palavras cruéis e impensadas doíam, às vezes doíam demais, deixando ferimentos que iam mais fundo e duravam muito mais tempo do que o vergão causado por uma pedra ou pedaço de pau.
Ana certamente conhecia a dor das palavras impensadas. Seu marido, Elcana, amava-a, mas ela não tinha filhos, enquanto a segunda esposa dele, Penina, tinha muitos. Em uma cultura em que o valor da mulher era muitas vezes baseado no fato de ter filhos, Penina aumentava a dor de Ana ao “provocá-la” continuamente por ainda não ter filhos. Ela agiu assim até Ana chorar e deixar de comer (1 Samuel 1:6,7). As intenções de Elcana eram provavelmente boas, mas a sua pergunta impensada: “Ana, por que você chora? […] Será que não sou melhor para você do que dez filhos?” (v.8) ainda era dolorosa.
Como Ana, nós também cambaleamos com palavras ofensivas. E talvez reagimos às nossas dores atacando e ferindo outros com as nossas palavras. Mas todos nós podemos recorrer ao nosso Deus amoroso e compassivo em busca de força e cura (Salmo 27:5,12-14). Ele nos recebe com palavras de amor e graça. Alyson Kieda - Pão Diário