Adotados

Fico feliz quando um filantropo constrói um orfanato. Fico emocionado quando essa pessoa faz ainda mais e adota uma das crianças. A maioria dos órfãos se alegraria simplesmente em ter um padrinho. Mas descobrir que o padrinho não está satisfeito apenas em me ajudar, mas que ele me quer. Como seria a sensação?
Se você é filho de Deus, já sabe disso. Não poderíamos reclamar se Deus nos amasse o suficiente para enviar Seu Filho a fim de que “não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna” (João 3:16). Isso nos bastaria. Mas não bastaria para Deus. Ele “enviou seu Filho […] para resgatar a nós”, não uma finalidade em si, mas “a fim de nos adotar como seus filhos” (Gálatas 4:4,5). Paulo se refere a nós como “filhos”, porque, em sua época, era comum que os filhos herdassem as riquezas do pai. Ele quer dizer que qualquer um que coloca a fé em Jesus torna-se “filho” de Deus com os mesmos direitos à herança (Gálatas 4:7). Deus não quer simplesmente salvá-lo. Ele quer você. Ele o adotou em Sua família, deu-lhe o Seu nome (Apocalipse 3:12) e orgulhosamente o chama de filho. Você provavelmente não poderia ser mais amado, nem ser amado por alguém mais importante. Você não é simplesmente abençoado por Deus. Você é filho de Deus. Seu pai o ama. Pão Diário

Algas e diatomáceas

“O que são diatomáceas?”, perguntei para a minha amiga. Eu estava olhando as fotos do celular que ela tinha tirado de imagens feitas pelo microscópio. “São como algas, porém mais difíceis de ver. Às vezes, você precisa de uma gota de óleo nas lentes ou elas precisam estar mortas para que você as veja”, ela explicou. Eu estava deslumbrada com as imagens. Não conseguia parar de pensar nos detalhes complexos que Deus criou e que podemos ver apenas com o microscópio!
A criação e as obras de Deus são infinitas. No livro de Jó, um dos seus amigos, Eliú, o desafia: “Preste atenção, Jó! Pare e pense nos feitos maravilhosos de Deus! Você sabe como Deus controla a tempestade e faz os relâmpagos brilharem nas nuvens? Você entende como ele move as nuvens com perfeição e conhecimento maravilhosos?” (37:14-16). Como seres humanos, não podemos entender a complexidade de Deus e de Sua criação.
Até as partes da criação que não podemos ver refletem a glória e o poder de Deus. Sua glória nos cerca. Não importa pelo que passamos, Deus está agindo mesmo quando não vemos e não entendemos o Seu mover. Que o louvemos hoje, porque “Ele faz grandes coisas, maravilhosas demais para entender, e realiza milagres incontáveis” (Jó 5:9). Pão Diário

Abrindo os céus


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Minha amiga desabafou comigo que havia abandonado a fé. Ouvi a queixa familiar: Como posso crer num Deus que parece não agir? Essa pergunta angustiante nos surge em algum momento ao lermos sobre violência e ao carregarmos as nossas próprias mágoas. A angústia da minha amiga revelou sua intensa necessidade de que Deus agisse em seu favor, um anseio que todos nós provavelmente sentimos.
Israel conhecia isso muito bem. O Império Babilônio oprimia a nação de Israel, esmagando-a com punho de ferro e transformando Jerusalém em escombros. O profeta Isaías colocou em palavras a dúvida sombria do povo: Onde está o Deus que deveria nos resgatar? (Isaías 64:11-15). No entanto, nesse mesmo lugar, Isaías fez uma oração ousada a Deus: “Quem dera abrisses os céus e descesses” (v.1). A dor e o sofrimento do profeta não o levaram a afastar-se do Senhor, mas a aproximar-se ainda mais dele. Nossas dúvidas e problemas oferecem um presente estranho: revelam o quanto estamos perdidos e precisamos de Deus agindo em nosso favor. Vemos agora a história notável e improvável. Em Jesus, Deus rasgou os céus e veio até nós. Cristo entregou o próprio corpo dilacerado e ferido para que pudesse nos inundar com o Seu amor. Em Jesus, Deus está muito perto. Pão Diário

Mudança de ânimo

Esperando na estação de trem pelo meu trajeto semanal, os pensamentos negativos povoaram minha mente enquanto os trabalhadores se enfileiravam para embarcar: o estresse por causa de dívidas, comentários negativos, impotência diante de alguma injustiça cometida a um membro da família. Quando o trem chegou, eu estava com um humor terrível. 
No trem, outro pensamento me veio à mente: escrever um bilhete a Deus sobre o meu lamento. Logo depois de derramar minhas queixas num diário, peguei o celular e escutei canções de louvor. Antes de perceber, meu mau humor já tinha mudado completamente.
Pouco sabia que estava seguindo um padrão estabelecido pelo autor do Salmo 94. O salmista primeiramente derramou suas queixas a Deus: “Levanta-te, ó Juiz da terra, dá aos orgulhosos o que merecem […]. Quem me protegerá dos perversos? Quem me defenderá dos que praticam o mal?” (vv.2,16.). Ele não se segurou ao falar com Deus sobre a injustiça cometida aos órfãos e às viúvas. Depois de fazer seu lamento, o salmo tornou-se em louvor: “Mas o Senhor é a minha fortaleza; meu Deus é a rocha onde me refugio” (v.22). Deus nos convida a levar nossos lamentos a Ele. O Senhor pode transformar o nosso medo, a tristeza e a impotência em louvor. Linda - Pão Diário

Justos entre as nações

No Yad Vashem, o museu do Holocausto de Israel, meu marido e eu fomos ao Jardim que honra as pessoas que arriscaram a vida para salvar judeus durante o Holocausto. Nele, encontramos um grupo da Holanda. Uma das mulheres procurava o nome dos avós gravado nas placas. Intrigados, perguntamos-lhe sobre a história da família.
Os avós dela, Rev. Pieter e Adriana Müller, como membros da resistência abrigaram um menino judeu de 2 anos fazendo-o passar como o caçula dos seu oito filhos. Movidos, perguntamos: “Ele sobreviveu?”. Um senhor idoso colocou-se à frente e declarou: “Eu sou aquele menino!”.
A coragem de muitos ao agir em favor do povo judeu me lembra a rainha Ester. Talvez a rainha pensasse que, por ter escondido sua etnia, ela poderia escapar do decreto do rei Xerxes de aniquilar os judeus. Mas Ester foi convencida a agir, mesmo sob risco de morte, quando seu primo lhe pediu para não silenciar sobre sua herança judaica porque ela tinha sido colocada nessa posição “justamente para uma ocasião como esta” (Ester 4:14). Talvez nunca precisemos tomar uma decisão tão contundente. Mas provavelmente teremos de nos posicionar contra uma injustiça ou ficar em silêncio; ajudar alguém com problemas ou dar as costas. Que Deus nos conceda coragem. Lisa - Pão Diário

Sem queimaduras de frio

Num dia de inverno, meus filhos pediram para andar de trenó. A temperatura oscilava em torno de 17 graus negativos. Eu lhes permiti brincar apenas por 15 minutos e pedi que se agasalhassem e ficassem juntos. 
Criei essas regras para que brincassem livremente sem sofrer queimaduras do frio. Acho que o autor do Salmo 119 reconheceu a mesma boa intenção de Deus ao redigir dois versos consecutivos que podem parecer contraditórios: “Continuarei a obedecer à tua lei” e “Andarei em liberdade, pois me dediquei às tuas ordens” (vv.44,45). De que maneira o salmista associou liberdade à vida espiritual de obediência à Lei?
Seguir as sábias instruções de Deus permite evitarmos as consequências das escolhas que mais tarde desejaríamos desfazer. Sem o peso da culpa ou dor, somos mais livres para viver com excelência. Deus não quer nos controlar com ordens sobre o que fazer ou não, ao contrário, Suas orientações demonstram que Ele nos ama. Enquanto meus filhos brincavam de trenó, eu os contemplava ao deslizarem pela montanha. Eu sorria com suas risadas e bochechinhas rosadas. Estavam livres dentro dos limites que eu lhes dera. O mesmo paradoxo convincente se encontra em nosso relacionamento com Deus e nos faz dizer com o salmista: “Faze-me andar em teus mandamentos, pois nele tenho prazer” (v.35). Pão Diário

Imagem panorâmica

Durante a cobertura televisiva da posse do primeiro presidente afro-americano dos Estados Unidos, a câmera mostrou uma vista panorâmica da enorme multidão de quase dois milhões de pessoas que se reuniram para testemunhar o evento histórico. Um repórter assinalou: “A estrela desse show é a imagem panorâmica”. Apenas esse tipo de imagem poderia captar a multidão que se estendia de uma extremidade à outra.
As Escrituras nos dão um vislumbre de uma multidão ainda maior unida pela fé em Jesus Cristo: “Vocês, porém, são povo escolhido, reino de sacerdotes, nação santa […] podem mostrar às pessoas como é admirável aquele que os chamou das trevas para sua maravilhosa luz” (v.9). Essa não é uma imagem de alguns poucos privilegiados, mas dos muitos resgatados de “toda tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse 5:9). Hoje, estamos espalhados pelo globo, onde muitos se sentem isolados e sofrem por sua fidelidade a Jesus. Mas, através das lentes da Palavra de Deus, vemos a imagem panorâmica dos nossos irmãos e irmãs na fé unidos para honrar Aquele que nos redimiu e nos tomou para si. Que nos juntemos para louvar Aquele que nos tirou das trevas e nos levou para a luz! David McCasland - Pão Diário

Um grande negócio

Um membro da família precisava de ajuda para pagar o seu aluguel do mês de dezembro. Para a família dele, o pedido parecia um fardo, principalmente com as despesas inesperadas que tiveram no final do ano. Mas, eles reviraram suas economias, gratos pela provisão de Deus — e foram abençoados pela gratidão do seu parente.
Ele lhes entregou um cartão de agradecimento. “Lá vão vocês de novo… fazendo coisas legais como se não fossem nada demais”.
Mas ajudar os outros é um grande negócio para Deus. Isaías deixou isso claro para a nação de Israel. As pessoas estavam jejuando, mas ainda discutiam e brigavam. O profeta lhes disse: “Soltem os que foram presos injustamente, aliviem as cargas de seus empregados […]. Repartam seu alimento com os famintos, ofereçam abrigo aos que não têm casa. Deem roupas aos que precisam, não se escondam dos que carecem de ajuda” (Isaías 58:6,7).
Tal sacrifício, segundo o profeta, espalha a luz de Deus, mas também cura o nosso próprio sofrimento (v.8). Quando a família ajudou o parente, eles examinaram suas próprias finanças buscando formas de administrá-las melhor ao longo de todo o ano. Esta foi a promessa de Deus aos generosos: “Sua justiça os conduzirá adiante, e a glória do Senhor os protegerá na retaguarda” (v.8). No fim, ajudar o parente abençoou ainda mais a família. E Deus? Ele já doou o Seu Filho — com amor. Patricia - Pão Diário

Tentando impressionar


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Quando uma turma da faculdade fez uma viagem cultural, o instrutor quase não reconheceu uma das alunas. Na classe, ela tinha escondido os 15 cm de salto alto com a barra da calça. Mas, com as botas, estava medindo menos de 1,55 m. “Meus saltos mostram como eu quero ser”, ela riu. “Mas minhas botas mostram quem realmente sou”.
Nossa aparência não define quem somos; o que importa é o nosso coração. Jesus disse palavras fortes para os mestres da aparência: os “fariseus e mestres da lei”. Eles perguntaram a Jesus por que os discípulos não lavavam as mãos antes de comer conforme ditava a tradição (Mateus 15:1,2). Jesus lhes perguntou: “E por que vocês, com suas tradições, desobedecem ao mandamento de Deus?” (v.3). E destacou como eles tinham criado uma brecha legal para manter as riquezas em vez de cuidar dos pais (vv.4-6), desonrando-os e infringindo o quinto mandamento (Êxodo 20:12). Se nos tornarmos obcecados pela aparência, buscando brechas nos mandamentos de Deus, estaremos violando o espírito de Sua lei. Jesus disse que “do coração vêm maus pensamentos — homicídio, adultério, imoralidade sexual” e coisas assim (v.19). Apenas Deus, pela justiça do Seu Filho, pode nos dar um coração puro. Tim - Pão Diário

Sempre um filho de Deus

Durante um culto ao qual eu assistia com os meus pais, de acordo com a prática comum, demos as mãos ao orarmos o Pai Nosso. De pé, com uma das mãos segurando a mão da minha mãe e a outra segurando a do meu pai, fui tomada pelo pensamento de que sempre serei filha deles. Embora esteja na meia-idade, ainda posso ser chamada de “filha do Leo e da Phyllis”. Refleti que não sou apenas filha deles, mas que serei sempre filha de Deus.
O apóstolo Paulo queria que as pessoas da igreja de Roma entendessem que a identidade delas se alicerçava no fato de serem membros adotados da família de Deus (Romanos 8:15). Por terem nascido do Espírito (v.14), não precisavam mais ser escravizados às coisas que não importavam. Pelo dom do Espírito, eram “herdeiros [de Deus] e, portanto, co-herdeiros com Cristo” (v.17). Para quem segue Cristo, que diferença isso faz? É bastante simples: toda! Nossa identidade como filhos de Deus provê a base e molda como nos enxergamos e vemos o mundo. Por exemplo, saber que fazemos parte da família de Deus nos ajuda a sair da nossa zona de conforto à medida que o seguimos. Também podemos ser livres de buscar a aprovação dos outros. Hoje, por que não pensamos no que significa ser filho de Deus? Amy - Pão Diário

Canção da criação

Com a astronomia acústica, os cientistas observam e ouvem os sons e pulsos do espaço. Eles descobriram que as estrelas não orbitam em silêncio no céu, mas geram música. Assim como os sons da baleia jubarte, a ressonância das estrelas existe em comprimentos de onda ou frequências que podem não ser ouvidas pelo ouvido humano. Mas a música das estrelas, das baleias e de outras criaturas se combina para criar uma sinfonia que proclama a grandeza de Deus.
“Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento demonstra a habilidade de suas mãos. Dia após dia, eles continuam a falar; noite após noite, eles o tornam conhecido. Não há som nem palavras, nunca se ouve o que eles dizem. Sua mensagem, porém, chegou a toda a terra, e suas palavras, aos confins do mundo”(Salmo 19:1-4). O apóstolo Paulo revela que, por meio de Jesus, “todas as coisas foram criadas, tanto nos céus como na terra, todas as coisas que podemos ver e as que não podemos […] Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1:16). Em resposta, as alturas e profundidades do mundo cantam ao Criador. Que nos juntemos à criação para cantar a grandeza daquele que “mediu os céus com os dedos” (Isaías 40:12). Pão Diário

Para onde você está indo?

O que determina a direção da sua vida? Entendi isso num curso de pilotagem de motos. Para aprender a pilotar motos, meus amigos e eu fizemos um curso. Parte do treinamento lidava com algo chamado fixação pelo alvo.
“Ocasionalmente”, o instrutor disse, “vocês se depararão com um obstáculo inesperado. Se olharem para ele, fixos no alvo, irão em sua direção. Se olharem por cima e passarem por ele ao irem na direção que precisam, poderão evitá-lo normalmente. O lugar para onde estiverem olhando será a direção em que irão”. Esse princípio simples e profundo também se aplica à nossa vida espiritual. Quando “fixamos no alvo”, focando em nossos problemas ou lutas, quase automaticamente orientamos nossa vida ao redor disso.
As Escrituras nos encorajam a deixar para trás nossos problemas e a olhar Àquele que pode nos ajudar a resolvê-los. Lemos: “Olho para os montes e pergunto: De onde me virá socorro?”. E a resposta: “Meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra […] O Senhor o guarda em tudo o que você faz, agora e para sempre” (Salmo 121:1,8). Às vezes, nossos obstáculos parecem intransponíveis. Mas Deus nos convida a olhar para Ele para ajudar-nos a ver além dos nossos problemas, em vez de permitir que estes dominem nossas perspectivas. Adam - Pão Diário

A beleza do amor

A dança mexicana do chapéu também conhecida como “Jarabe Tapatío” celebra o romance. Durante essa dança contagiante, o homem coloca seu sombreiro no chão. Ao final, a mulher o ajunta, e ambos se escondem atrás do chapéu para selar o seu romance com um beijo.
Essa dança tradicional me lembra da importância da fidelidade no casamento. Em Provérbios 5, depois de falar sobre o alto preço da imoralidade, lemos que o casamento é exclusivo: “Beba a água de sua própria cisterna, compartilhe seu amor somente com a sua esposa” (v.15). Mesmo com dez casais dançando o Jarabe no salão, cada pessoa se foca apenas no próprio parceiro. Podemos alegrar-nos num compromisso profundo e integral com o nosso cônjuge (v.18).
Nosso romance também está sendo observado. Os dançarinos, enquanto se divertem com o parceiro, sabem que alguém os assiste. Da mesma forma, lemos: “Pois o Senhor vê com clareza o que o homem faz e examina todos os seus caminhos” (v.21). Deus quer proteger o nosso casamento e, por isso, observa-nos constantemente. Que possamos agradar o Senhor com a lealdade que demonstramos um ao outro. Assim como o ritmo na dança Jarabe há um ritmo a se seguir na vida. Quando nos mantemos no ritmo do nosso Criador sendo fiéis a Ele — quer sejamos casados ou não —, encontramos bênçãos e alegria. Keila - Pão Diário

Adorando com perguntas

Não é incomum que, durante uma viagem longa ou curta, alguém pergunte: “Já chegamos?” ou “Falta muito?”. Quem já não ouviu essas perguntas universais dos lábios de crianças e adultos ansiosos por chegar ao seu destino? Mas pessoas de todas as idades também tendem a fazer perguntas parecidas quando estão esgotadas pelos desafios da vida, que parecem não acabar.
Esse foi o caso de Davi no Salmo 13. Quatro vezes em dois versículos (vv.1,2), Davi, que se sentia esquecido, abandonado e derrotado, lamentou: “Até quando?”. No segundo verso, ele pergunta: “Até quando terei de lutar com a angústia em minha alma?”. Os salmos de lamentos, implicitamente nos permitem nos achegar ao Senhor em adoração com nossos questionamentos. Afinal de contas, que melhor pessoa com quem falar durante longas fases de estresse e pressão do que Deus? Podemos entregar-lhe as nossas lutas com enfermidades, tristezas, imprevisibilidades da pessoa amada e dificuldades de relacionamentos.
Não devemos parar de adorar quando temos perguntas. O Deus soberano nos convida a levarmos a Ele as nossas perguntas inquietantes. E, no devido tempo, como aconteceu com Davi, talvez elas serão transformadas em petições e expressões de confiança e louvor ao Senhor (vv.3-6). Arthur - Pão Diário

Do que você não pode desistir?

“Do que você não pode desistir?”, perguntou o apresentador. Alguns ouvintes responderam mencionando a família, incluindo um marido que compartilhava as lembranças da sua falecida esposa. Outros contaram que não poderiam desistir dos sonhos, como viver da música ou de ser mãe. Todos nós temos algo que valorizamos muito: uma pessoa, uma paixão, um bem, algo do qual não podemos desistir.
Em Oseias, Deus nos diz que não desistirá do Seu povo escolhido, Israel, Seu bem mais precioso. Como um marido amoroso, Deus sustentou Israel com tudo o que a nação precisava: terra, alimento, roupas e segurança. Mesmo assim, como uma esposa adúltera, Israel rejeitou Deus e buscou felicidade e segurança em outro lugar. Quanto mais Deus o perseguia, mais o povo se afastava (Oseias 11:2). Entretanto, embora o povo tenha magoado o Senhor, Deus não desistiu de Israel (v.8). Ele disciplinava o povo para redimi-lo; Seu desejo era reestabelecer o relacionamento com os israelitas (v.11).
Hoje, todos os filhos de Deus podem ter a mesma garantia: Seu amor por nós nunca nos abandonará (vv.37-39). Se nos afastamos dEle, Ele deseja que voltemos. Quando Deus nos disciplina, podemos ter o consolo de que se trata de um sinal de Sua busca, não de Sua rejeição. Ele não desistirá de nós. Poh - Pão Diário

Compartilhando mais 
do que coisas

“Mas eu não quero compartilhar!”, lamentou o meu filho mais novo, triste por ter de se separar de uma das suas muitas peças do Lego. Irritei-me com a imaturidade dele, mas a verdade é que essa atitude não se limita às crianças. Quanto da minha própria vida, e mesmo de toda a experiência humana, é marcado pela resistência teimosa a doar com generosidade?
Como cristãos, somos chamados para compartilhar nossa própria vida uns com os outros. Rute fez isso com a sua sogra, Noemi. A viúva necessitada tinha pouco a oferecer à nora. Mesmo assim, Rute uniu a própria vida à de sua sogra, fazendo um voto de que prosseguiriam juntas, e de que nem a morte as separaria. Rute disse à Noemi: “Seu povo será o meu povo, e seu Deus, o meu Deus” (Rute 1:16). Rute generosamente se doou à mulher mais idosa, demonstrando amor e compaixão. Por mais que compartilhar a nossa vida desse jeito possa ser difícil, devemos nos lembrar do fruto dessa generosidade. Rute compartilhou sua vida com sua sogra Noemi, e, mais tarde, gerou um filho — o avô do rei Davi. Jesus compartilhou a Sua própria vida conosco, porém, depois foi exaltado e hoje reina à direita do Pai celestial. Quando compartilhamos generosamente uns com os outros, podemos confiar que teremos vida ainda melhor! Pão Diário

Uma canção na noite


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A vida do meu pai foi cheia de anseios. Ele ansiava por plenitude mesmo quando o mal de Parkinson incapacitava a sua mente e seu corpo. Ansiava por paz, mas era atormentado pela depressão. Ansiava por sentir-se amado, mas sentia-se profundamente só. Ele se sentia menos desamparado quando lia as palavras do Salmo 42, seu salmo favorito. Como ele, o salmista também conhecia a sede insaciável de cura (vv.1,2). O salmista conhecia a tristeza que parecia nunca ir embora (v.3), fazendo dos momentos de pura alegria uma lembrança distante (v.6). Como o meu pai, o salmista diante de ondas de caos e dor se sentia abandonado por Deus e perguntava: “Por quê?” (vv.7,9). E, à medida que as palavras do salmo o inundavam, garantindo-lhe que ele não estava só, meu pai sentia o início de uma paz silenciosa e ouvia uma voz suave dizendo-lhe que, mesmo sem respostas, mesmo esmagado pelas ondas, ele ainda era amado (v.8). De alguma forma, ouvir essa silenciosa canção de amor na noite bastava. Era o suficiente para ele agarrar-se às centelhas de esperança, amor e alegria. Bastava para ele esperar com paciência o dia em que seus anseios seriam finalmente satisfeitos (vv.5,11). Monica - Pão Diário

O alicerce da esperança

As lições de fé podem vir de onde menos esperamos, como a que eu aprendi com meu labrador de 50 kg, o “Urso”. O grande bebedouro de metal do Urso estava num canto da cozinha. Sempre que ficava vazio, ele não latia nem batia com a pata. Em vez disso, ele se deitava tranquilamente ao lado do bebedouro e esperava. Às vezes, o Urso tinha de esperar alguns minutos, mas ele aprendeu a confiar que, por fim, eu entraria na cozinha, o veria e lhe daria o necessário. Sua simples fé em mim me lembrou da minha necessidade de confiar mais em Deus.
A Bíblia nos diz que a “fé mostra a realidade daquilo que esperamos; ela nos dá convicção de coisas que não vemos” (Hebreus 11:1). A base dessa convicção e segurança é o próprio Deus, que “recompensa aqueles que o buscam” (v.6). Deus é fiel em manter Suas promessas para todos os que creem e o buscam por meio de Jesus.
Às vezes é difícil ter fé nas “coisas que não vemos”. Mas podemos descansar na bondade de Deus e em Seu caráter amoroso, sabendo que a Sua sabedoria é perfeita em tudo, mesmo quando temos de esperar. O Senhor é sempre fiel em fazer o que diz: salvar nossa alma eterna e suprir nossas necessidades mais profundas, hoje e para sempre. James - Pão Diário

A situação dos lagostins

Quando o meu primo me convidou para ir pescar lagostins, fiquei muito entusiasmado. Sorri quando ele me deu um balde de plástico. “Sem tampa?”. “Você não vai precisar de tampa”, ele respondeu. Mais tarde, ao observar os pequenos crustáceos subindo uns nos outros na vã tentativa de fugir do balde quase cheio, percebi por que não precisaríamos de tampa. Sempre que um lagostim chegava à borda, os outros o puxavam de volta.
Aquela situação me fez lembrar do quanto é destrutivo pensar no nosso próprio ganho em vez de pensar no benefício coletivo. Paulo compreendia a necessidade dos relacionamentos edificantes e interdependentes. Ele aconselhou os tessalonicenses a advertir os indisciplinados, encorajar os desanimados, ajudar os fracos e a serem pacientes com todos (1Tessalonicenses 5:14).
Elogiando essa comunidade (v.11), Paulo os incitou a manter relacionamentos mais amorosos e pacíficos (vv.13-15). Lutando para criar uma cultura de perdão, gentileza e compaixão, os relacionamentos deles com Deus e com o próximo seriam fortalecidos (vv.15,23). A igreja pode crescer e ser testemunho de Cristo a partir desse tipo de unidade em amor. Quando os cristãos honram a Deus, comprometendo-se a edificar os outros em vez de derrubá-los com palavras ou ações, nós e nossas comunidades somos edificados. Dixon - Pão Diário

Jesus está bem atrás de você

Já que minha filha tinha ficado pronta para a escola um pouco antes, ela me perguntou se poderíamos parar numa cafeteria. Eu concordei. Quando chegamos à faixa da entrega rápida, falei: “Que tal espalhar um pouco de alegria nesta manhã?”. Ela respondeu: “Claro”.
Fizemos nosso pedido e fomos para a janela onde o atendente nos disse o quanto devíamos. Falei: “Queremos pagar o pedido da jovem logo atrás também”. Minha filha colocou um enorme sorriso no rosto.
Num contexto maior, uma xícara de café talvez não pareça grande coisa. Ou será que é? Imagino se essa poderia ser uma forma de cumprir o desejo de Jesus de cuidarmos daqueles que Ele chamou de “o menor destes meus irmãos”? (Mateus 25:40). Uma ponderação: que tal apenas pensar na pessoa atrás de você ou perto de você numa fila de candidatos? Então faça “isso”: talvez, uma xícara de café, talvez algo mais ou algo menos. Quando Jesus disse “a mim que o fizeram” (v.40), Ele nos deu grande liberdade de servir-lhe ao servirmos outras pessoas.
Ao sairmos dali, vimos a expressão da moça do carro de trás quando o atendente lhe entregou o café. Ambos estavam sorrindo de orelha a orelha. Pão Diário

Dimensões infinitas

Deitada, prendi a respiração ao clique da máquina. Eu conhecia muitos que já tinham feito ressonância magnética, mas, para uma claustrofóbica como eu, a experiência exigia concentração em algo ou Alguém muito maior do que eu mesma.
Em minha mente, a frase das Escrituras: “a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo” (Efésios3:18), se movia no ritmo do zumbido da máquina. Em sua oração pela igreja de Éfeso, Paulo descreveu quatro dimensões do amor de Deus para destacar os parâmetros infinitos de Seu amor e presença.
Minha posição lá deitada dava uma nova imagem ao meu entendimento. Largura: os 15 cm de cada lado onde meus braços se espremiam dentro do tubo. Comprimento: a distância entre as duas aberturas do cilindro, estendendo-se da minha cabeça aos meus pés. Altura: os 15 cm do meu nariz ao “teto” do tubo. Profundidade: o suporte do tubo fixo ao piso que me sustentava. Quatro dimensões que ilustravam a presença de Deus me cercando e me segurando no tubo de ressonância — e em todas as circunstâncias da vida.
O amor de Deus está por todos os lados. Largura: Ele estende os braços para alcançar as pessoas de todos os lugares. Comprimento: Seu amor é infinito. Altura: Ele nos eleva. Profundidade: Ele nos ampara em todas as situações. Nada pode nos separar dele! (Romanos 8:38,39). Pão Diário

Nosso Deus acolhedor

Nossa igreja se reúne numa velha escola que fechou em 1958 para não obedecer à ordem do tribunal americano de ter alunos afro-americanos. No ano seguinte, a escola reabriu, e Elva, hoje membro da igreja, foi uma das alunas negras empurradas para o mundo branco. “Eu fui tirada da minha comunidade, dos professores que faziam parte da minha vida”, Elva recorda, “e colocada num ambiente assustador, numa classe que só tinha mais um aluno negro”. Elva sofreu, mas se tornou uma mulher de coragem, fé e perdão.
O testemunho dela é profundo por causa da maldade que sofreu nas mãos de pessoas que negavam a verdade de que todo ser humano, independentemente da raça ou origem, é amado por Deus. Alguns membros da Igreja Primitiva lutaram com a mesma verdade, acreditando que certas pessoas eram amadas por Deus desde o nascimento enquanto outras eram rejeitadas. Após ter uma visão divina, porém, Pedro surpreendeu a todos que ouviram esta revelação impressionante: “Vejo claramente que Deus não mostra nenhum favoritismo. Em todas as nações ele aceita aqueles que o temem e fazem o que é certo” (Atos 10:34,35). Deus abre os braços de amor para todos. Que possamos fazer o mesmo no Seu poder. Pão Diário

Que tipo de Salvador Ele é?

Ano passado, minhas amigas e eu oramos pela cura de três mulheres que lutavam contra o câncer. Sabíamos que Deus tinha o poder de curá-las e pedíamos que Ele agisse todos os dias. Havíamos visto a ação de Deus no passado e críamos que Ele poderia agir de novo. Às vezes a cura parecia uma realidade, e nós nos alegrávamos. Mas todas morreram naquele mesmo ano. Alguns disseram que aquela foi “a cura definitiva” e, de certa forma, era. Mesmo assim, a perda nos feriu profundamente. Queríamos que o Senhor as tivesse curado aqui e agora, mas por razões que não podemos compreender nenhum milagre aconteceu.
Algumas pessoas seguiam Jesus por Seus milagres e para que Ele suprisse suas necessidades (João 6:2,26). Algumas simplesmente o viam como o filho do carpinteiro (Mateus 13:55-58), e outras esperavam que Ele fosse seu líder político (19:37,38). Outras pensavam que Ele era um grande mestre (Mateus 7:28,29) enquanto outras deixaram de segui-lo porque o Seu ensino era difícil de entender (v.66). Jesus nem sempre atende às nossas expectativas com relação a Ele. No entanto, Ele é muito mais do que podemos imaginar. Ele é o provedor da vida eterna (João 6:47,48). Ele é bom, sábio, ama, perdoa, permanece perto e nos consola. Que possamos descansar em Jesus por quem Ele é e continuar seguindo os Seus passos. Anne - Pão Diário

Alternativa para a preocupação


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Um homem cumpridor da lei recebeu uma mensagem de voz dizendo: “Sou o policial Fulano. Por favor, ligue para este número”. Imediatamente o homem teve medo de que, de alguma forma, tivesse cometido alguma infração. Ele estava com receio de retornar tal ligação e, preocupado, passou noites em claro. O policial nunca ligou de volta, mas levou duas semanas para a preocupação dele desaparecer. Jesus fez uma pergunta interessante sobre a preocupação: “Qual de vocês, por mais preocupado que esteja, pode acrescentar ao menos uma hora à sua vida?” (Mateus 6:27). Talvez, isso nos ajude a repensar a nossa tendência de nos preocuparmos.
Quando os problemas surgirem, talvez possamos usar a abordagem: agir e confiar em Deus. Se há algo a ser feito para evitar o problema, podemos orar pedindo a direção de Deus. Mas, se não há o que ser feito, podemos ter o consolo de saber que para Deus tudo é possível. Ele sempre pode agir em nosso favor. Podemos lhe entregar a nossa situação sempre com confiança. Quando sentimos que é hora de nos preocuparmos, lembremos as palavras do rei Davi, que também enfrentou dificuldades e preocupações, mas concluiu: “Entregue suas aflições ao Senhor, e ele cuidará de você” (Salmo 55:22). Que tremenda alternativa para as preocupações! Dave - Pão Diário

Um homem comum

William Carey era um menino doente de uma família humilde da Inglaterra. Seu futuro não parecia promissor. Mas Deus tinha planos para ele. Contra todas as expectativas, ele se mudou para a Índia, onde realizou reformas sociais incríveis e traduziu a Bíblia para diversos dialetos. Ele amava a Deus e as pessoas e Carey realizou muitos feitos para o Senhor.
Davi, filho de Jessé, era um jovem comum, o mais novo da família. Aparentemente, ele era um insignificante pastor de ovelhas (1 Samuel 16:11,12). Porém, Deus viu o coração desse pastor e idealizou um plano para ele. O Senhor tinha rejeitado o rei Saul por sua desobediência. Enquanto o profeta Samuel lamentava as escolhas de Saul, Deus o chamou para ungir um rei diferente, um dos filhos de Jessé.
Quando Samuel viu o belo e alto Eliabe, pensou: “Com certeza este é o homem que o Senhor ungirá” (v.6). No entanto, a estratégia de Deus era muito diferente daquela do profeta. Na verdade, Deus disse “não” a cada um dos filhos de Jessé, exceto para o mais novo. Definitivamente, à primeira vista, o fato de Deus escolher Davi como rei não parecia um movimento estratégico da parte do Senhor. O que um jovem pastor teria a oferecer à comunidade? É reconfortante saber que o Senhor conhece o nosso coração e tem planos para nós. Pão Diário

A maior glória

César Augusto é lembrado como o primeiro e maior imperador romano. Pelas habilidades políticas e poder militar, ele eliminou seus inimigos, expandiu o império e tirou Roma do caos das vizinhanças degradadas, transformando-a numa cidade de estátuas e templos de mármore. Os cidadãos romanos se referiam a Augusto como um pai divino e salvador da raça humana. Quando o reinado de 40 anos chegou ao fim, suas últimas palavras oficiais foram: “Encontrei uma Roma de barro e a deixei de mármore”. Segundo sua esposa, porém, suas palavras na verdade foram: “Eu desempenhei bem minha função? Então me aplaudam ao sair”.
O que Augusto não sabia é que teria um papel coadjuvante numa história maior. À sombra do seu reinado, o filho de um carpinteiro nascia para revelar algo muito maior do que qualquer vitória militar, templo, estádio ou palácio romano (João17:1).
Mas quem poderia ter compreendido a glória pela qual Jesus orou na noite em que Seus compatriotas exigiram que Ele fosse crucificado pelos executores romanos (João 17:4,5)? Quem poderia ter previsto a maravilha oculta de um sacrifício que seria aplaudido para sempre no Céu e na Terra? É uma história e tanto! Nosso Deus nos encontrou em busca de sonhos tolos e lutando entre nós mesmos. E nos deixou cantando juntos sobre uma rude cruz. Pão Diário

Transformados e transformando

Tani e Modupe Omideyi cresceram na Nigéria e foram estudar no Reino Unido no final dos anos 70. Transformados pela graça de Deus, nunca imaginaram que seriam usados para transformar uma das comunidades mais carentes e segregadas da Inglaterra: Anfield, em Liverpool. Enquanto o casal buscava a Deus e servia à comunidade, o Senhor restaurava a esperança de muitos. Hoje, eles lideram uma igreja vibrante e trabalham em projetos comunitários que transformaram inúmeras vidas.
Manassés mudou sua comunidade; primeiro para o mal e depois para o bem. Coroado rei de Judá aos 12 anos, ele fez o povo desviar-se e cometer atos ruins durante anos (2 Crônicas 33:1-9). Eles não prestaram atenção aos alertas de Deus, e, assim, o Senhor permitiu que Manassés fosse levado como prisioneiro para a Babilônia (vv.10,11).
Na angústia, o rei clamou a Deus, que o ouviu e lhe restaurou o reino (vv.12,13). Transformado, o rei reconstruiu os muros da cidade e livrou-se dos deuses estranhos (vv.14,15). “Depois, restaurou o altar do Senhor […] Também incentivou o povo de Judá a adorar o Senhor…” (v.16). Observando a transformação de Manassés, os israelitas também foram transformados (v.17). Que Deus possa nos transformar e impactar nossas comunidades por nosso intermédio. Pão Diário

Caminhando na luz

A escuridão desceu sobre a nossa vila, na floresta, quando a lua desapareceu. Os raios cortavam o céu seguidos por uma tempestade e por trovões. Acordado e com medo, eu imaginava, quando criança, todos os tipos de monstros prestes a me agarrar! Ao amanhecer, porém, os sons desvaneciam, o sol aparecia e a calma voltava. O contraste entre a escuridão assustadora da noite e a alegria do dia era acentuado. 
O autor de Hebreus relembra quando os israelitas experimentaram trevas sombrias e vendaval no monte Sinai e se esconderam com medo (Êxodo 20:18,19). Para eles, a presença de Deus, mesmo em Sua generosa dádiva da Lei, parecia terrível e apavorante. Isso acontecia porque, como pecadores, os israelitas não conseguiam viver à altura dos padrões de Deus. O pecado deles os fazia andar na escuridão e medo (vv.18-21).
Mas Deus é luz; nele não há trevas (1 João 1:5). O monte Sinai representa a santidade divina e nossa velha vida de desobediência, enquanto a beleza do monte Sião representa a graça de Deus e a nova vida em Jesus, “o mediador da nova aliança” (Hebreus 12:22-24).
Todos os que seguem Jesus “não andarão no escuro, pois terão a luz da vida” (João 8:12). Por meio dele, podemos sair das trevas da nossa velha vida e celebrar a alegria de andar na luz e na beleza do Seu reino. Lawrence - Pão Diário

Olhos firmemente fechados

Meu sobrinho sabia que não deveria ter agido daquele jeito. Era fácil perceber que ele sabia que estava errado: estava escrito em sua face! Quando me sentei para conversar sobre o seu erro, ele fechou rapidamente os olhos com força. Lá estava ele, pensando (com a lógica de um garoto de 3 anos) que, se ele não me visse, eu também não seria capaz de vê-lo. Achava que, se estivesse invisível para mim, poderia evitar a conversa e as consequências que ele já esperava.
Estava feliz por poder vê-lo naquele momento. Ainda que eu não pudesse admitir as atitudes dele, e precisávamos conversar sobre elas, eu não queria que algo acontecesse entre nós. Eu queria que ele me olhasse e visse o quanto eu o amava e estava disposta a lhe perdoar! Naquele momento, tive um vislumbre de como talvez Deus se sentiu quando Adão e Eva traíram Sua confiança no jardim do Éden. Percebendo a própria culpa, eles tentaram se esconder de Deus (Gênesis 3:10), que podia “vê-los” tão claramente quanto eu era capaz de ver o meu sobrinho.
Quando percebemos que agimos mal, muitas vezes queremos evitar as consequências. Fugimos, nos escondemos ou fechamos os olhos para a verdade. Uma vez que Deus nos responsabiliza com base em Seu padrão de justiça, Ele nos vê (e nos busca!), porque nos ama e nos oferece perdão por meio de Jesus Cristo. Kirsten - Pão Diário

A mentalidade parasita


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A Palavra de Deus é um livro de relacionamentos. Nos Dez Mandamentos, os quatro primeiros regulam como nos relacionamos com Deus; os outros seis dizem respeito ao próximo. O Senhor se move através dos relacionamentos.
Em Provérbios 30:15 lemos: “A sanguessuga tem duas bocas que dizem: ‘Mais, mais!’…”. Parasitas como a sanguessuga vivem para se alimentar dos outros. Infelizmente, muitos agem assim nos relacionamentos. Quando os jovens vêm a mim falando que querem se casar para serem felizes, eu lhes digo que, se querem ser felizes, não devem se casar. Normalmente, eu os assusto, mas explico-lhes que a ideia de Deus para o casamento não é ser feliz, mas fazer feliz.
Essa é a perspectiva do Senhor para todas as relações humanas. Muitos relacionamentos terminam arruinados porque alguns agem como “parasitas”, mesmo inconscientemente. Não só nos casamentos, mas até mesmo na igreja alguns chegam com a mentalidade de consumo. Exigem alta qualidade no serviço a si, mas eles mesmos não servem. Quem age assim pratica o parasitismo. Por outro lado, aquele que se doa está conectado ao coração de Deus. O que buscamos em nossos relacionamentos: oferecer ou receber? Responder essa pergunta o tornará frutífero, levando-o a alcançar a maturidade. Pensemos na forma de nos relacionarmos sob a perspectiva bíblica da autodoação. Lisa - Pão Diário

Novo ano, novas prioridades

Sempre quis aprender a tocar violoncelo, mas nunca tive tempo de me matricular num curso. Ou, melhor dizendo, nunca arranjei tempo para isso. Pensava que, no Céu, eu provavelmente dominaria esse instrumento. Nesse meio tempo, queria concentrar-me em usar o meu tempo para servir a Deus das formas como Ele me chamou a fazer. 
A vida é curta, e muitas vezes nos sentimos pressionados a usar o máximo do nosso tempo na Terra. Mas o que isso realmente significa?
Ao contemplar o significado da vida, o rei Salomão nos deixou duas recomendações. A primeira é que devemos viver da forma mais significativa possível, o que inclui aproveitar as coisas boas que Deus nos permite experimentar na vida, tais como comida e bebida (Eclesiastes 9:7), roupas elegantes e perfume (v.8), casamento (v.9) e todos os dons de Deus, os quais podem incluir aprender a tocar violoncelo!
A segunda recomendação tem a ver com o fazer bem feito (v.10). A vida é cheia de oportunidades, e sempre há algo mais a ser feito. Devemos aproveitar as oportunidades que Deus nos dá, buscando Sua sabedoria sobre como priorizar a obra e usar nossos dons para servi-lo. A vida é um dom maravilhoso do Senhor. Nós o honramos quando temos prazer em Suas bênçãos diárias e em servi-lo de forma significativa. Poh - Pão Diário