Barbatana amigável

Uma bióloga marinha nadava perto das Ilhas Cook, no Pacífico Sul, quando uma baleia jubarte de quase duas toneladas apareceu de repente e a colocou debaixo da sua barbatana. A bióloga pensou que sua vida havia terminado. Mas, depois de nadar lentamente em círculos, a baleia a deixou ir. Foi então que ela viu um tubarão-tigre saindo da área. A bióloga acredita que a baleia a protegeu, mantendo-a longe do perigo.
Nesse mundo cheio de perigo, somos chamados a cuidar uns dos outros. Mas você pode se perguntar: Devo realmente ser responsável por outra pessoa? Ou nas palavras de Caim: “sou responsável por meu irmão?” (Gênesis 4:9). O restante do Antigo Testamento ressoa com a resposta estrondosa: Sim! Assim como Adão cuidava do jardim, Caim também cuidava de Abel. Israel deveria proteger os vulneráveis e cuidar dos necessitados. No entanto, eles fizeram o oposto explorando o povo, oprimindo os pobres e abdicando do chamado de amar os vizinhos como a si mesmos (Isaías 3:14,15).
No entanto, na história de Caim e Abel, Deus continuou a cuidar de Caim, mesmo depois que ele foi mandado embora (Gênesis 4:15,16). Deus fez por Caim o que Caim deveria ter feito por Abel. É um belo prenúncio do que Deus em Jesus faria por nós. Jesus nos mantém sob Seus cuidados e nos capacita a irmos e fazermos o mesmo pelos outros. Glenn Packiam - Pão Diário

Dia de encorajamento

Os socorristas mostram dedicação e coragem diariamente na linha de frente quando ocorrem desastres. No ataque ao World Trade Center, em Nova Iorque, 2001, entre os milhares de mortos, mais de 400 socorristas também perderam a vida. Em sua homenagem, o Senado dos EUA designou 12 de setembro como o Dia Nacional de Encorajamento.
Embora possa parecer singular que um governo declare um Dia Nacional de Encorajamento, o apóstolo Paulo certamente achou isso necessário para o crescimento da Igreja. Ele elogiou a jovem igreja em Tessalônica, uma cidade na Macedônia, por encorajar os desanimados, ajudar os fracos, ter paciência com todos (1 Tessalonicenses 5:14). Embora estivessem passando por perseguição, Paulo encorajou-os a se esforçarem “sempre [para] fazer o bem uns aos outros e a todos” (v.15). Ele sabia que, como seres humanos, eles estariam propensos ao desespero, egoísmo e conflito. Mas Paulo também reconhecia que eles não seriam capazes de elevar um ao outro sem a ajuda e a força de Deus. Todos nós precisamos ser encorajados e precisamos fazer o mesmo com os que nos rodeiam. No entanto, não podemos fazer isso com nossas próprias forças. É por isso que o encorajamento de Paulo de que “Aquele que os chama fará isso acontecer, pois ele é fiel” é tão reconfortante (v.24). Com a Sua ajuda, podemos encorajar uns aos outros todos os dias. Estera Escobar - Pão Diário

Fogo no deserto


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Cavalgando pelo deserto de Chihuahuan, no final de 1800, Jim White viu uma estranha nuvem de fumaça subindo em direção ao céu. Suspeitando de um incêndio, ele foi em direção à fonte, apenas para descobrir que a “fumaça” era um vasto enxame de morcegos saindo de um buraco no chão. White havia se deparado com a imensa e espetacular Caverna de Carlsbad, no Novo México, EUA.
Quando Moisés pastoreava ovelhas no deserto, ele também teve uma visão estranha que chamou sua atenção: um arbusto em chamas que não se consumia (Exodo 3:2). Quando o próprio Deus falou do interior do arbusto, Moisés percebeu que havia chegado a algo muito maior do que parecia. O Senhor disse a Moisés: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão” (v.6). Deus estava prestes a levar um povo escravizado à liberdade e mostrar-lhes a verdadeira identidade deles como Seus filhos (v.10). Mais de 600 anos antes, Deus havia prometido a Abraão: “Por meio de você, todas as famílias da terra serão abençoadas” (Gênesis 12:3). A fuga dos israelitas do Egito foi apenas um passo nessa bênção, o plano de Deus para resgatar Sua criação através do Messias, o descendente de Abraão. Hoje podemos usufruir dos benefícios dessa bênção, pois Deus oferece esse resgate a todos. Cristo veio para morrer pelos pecados do mundo inteiro. Pela fé nele, também nos tornamos filhos do Deus vivo. Tim Gustafson - Pão Diário

Fazendo sua música

Arianne Abela, regente de coral, passou a infância escondendo as suas mãos. Nascida com os dedos ausentes ou fundidos nas duas mãos, também não tinha a perna esquerda e faltavam-lhe os dedos do pé direito. Amante da música e cantora lírica, ela planejava estudar gestão política. Mas um dia sua professora de coral pediu-lhe que ela o regesse. A partir desse momento, Arianne descobriu sua carreira, passando a reger coros de igrejas e hoje ela é a diretora dos corais em outra universidade. “Meus professores viram algo em mim”, ela explica.
Sua história nos faz questionar: O que Deus, nosso santo Mestre, vê em nós, independentemente de nossos “limites”? Mais do que tudo, Ele se vê. “Deus criou os seres humanos à sua própria imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27).
Como portadores da Sua imagem, quando outros nos veem, devemos refleti-lo. Para Arianne, isso significa Jesus, não os seus limites físicos. E para nós também. “Portanto, todos nós, dos quais o véu foi removido, podemos ver e refletir a glória do Senhor, e o Senhor, que é o Espírito, nos transforma gradativamente à sua imagem…” (2 Coríntios 3:18). Também podemos conduzir nossa vida pelo poder transformador de Cristo (v.18), oferecendo-lhe um cântico de vida que honre a Deus. Patricia Raybon - Pão Diário

Impresso em nosso coração

Ao combinar a prensa com os tipos móveis em 1450, João Gutenberg inaugurou a era da comunicação em massa no Ocidente, espalhando o aprendizado para novos domínios sociais. A alfabetização aumentou em todo o mundo, e as novas ideias produziram rápidas transformações sociais e religiosas. Ele produziu a primeira versão impressa da Bíblia. Antes disso, elas eram copiadas à mão e demoravam até um ano para ficarem prontas.
Por séculos, a Bíblia impressa tem nos dado o privilégio do acesso direto às Escrituras. Embora também tenhamos as versões eletrônicas disponíveis, muitos de nós temos a Bíblia física em nossas mãos por causa da invenção de Gutemberg. O que antes era inacessível, dado o alto custo e tempo para copiar uma Bíblia, está largamente disponível hoje.
Ter acesso à verdade de Deus é um privilégio incrível. O autor de Provérbios indica que devemos tratar as instruções divinas nas Escrituras como algo a ser valorizado, como “a menina de seus olhos” (Provérbios 7:2) e escrever as Suas palavras de sabedoria “no fundo do coração” (v.3). Ao procurarmos entender a Bíblia e vivermos de acordo com sua sabedoria, nós, assim como os escribas, estamos levando a verdade de Deus de nossos “dedos” para o interior do nosso coração, para estarem conosco aonde quer que formos. Kirsten Holmberg - Pão Diário