O filósofo chinês Han Feizi observou acerca da vida: “Conhecer os factos é fácil. Saber agir com base neles é difícil.” Certa vez, um homem rico com esse problema foi a Jesus. Ele conhecia a lei de Moisés e acreditava ter guardado os mandamentos desde a juventude (Marcos 10:20). Mas poderia estar imaginando quais factos adicionais ele poderia ouvir de Jesus. E perguntou: “…Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (v.17). A resposta de Jesus desapontou o homem rico. Ele lhe disse para vender seus bens, dar o dinheiro aos pobres e segui-lo (v.21). Com estas poucas palavras, Jesus expôs o facto que o homem não queria ouvir. Ele amava e confiava em sua riqueza mais do que em Jesus. Abandonar a segurança de seu dinheiro para seguir Jesus era um risco muito grande; e ele foi embora triste (v.22). Em que o Mestre estava pensando? Seus próprios discípulos ficaram alarmados e perguntaram: “…Quem poderá pois salvar-se?” Ele respondeu: “…Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis” (vv.26,27). É necessário ter coragem e fé. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” (Romanos 10:9). Chia - Pão Diário
Filiada AMP – Associação Missionária Portuguesa & Faculdade Baptista de Teologia
Louvor de corações puros
Em viagem ao exterior, minha amiga Mirna participou do culto de uma igreja. Ela percebeu que, ao entrarem, as pessoas imediatamente se ajoelhavam e oravam, de costas para a frente da igreja. Ela descobriu que as pessoas daquela igreja confessavam seus pecados a Deus antes de começar o culto. Este ato de humildade é, para mim, uma imagem do que Davi disse no Salmo 51: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não o desprezarás, ó Deus” (v.17). Davi estava descrevendo seu próprio remorso e arrependimento por seu pecado de adultério com Bate-Seba. A verdadeira tristeza pelo pecado envolve adotar a visão de Deus sobre o que fizemos — ver aquilo como claramente errado, não gostar e não querer que continue. Quando estamos verdadeiramente contritos por nosso pecado, Deus nos restaura amorosamente. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Este perdão produz um novo canal de comunicação com Ele e é o ponto de partida ideal para o louvor. Após arrepender-se, confessar e ser perdoado por Deus, Davi falou: “Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor” (Salmo 51:15). A humildade é a resposta correta à santidade de Deus. E o louvor é a resposta do nosso coração ao Seu perdão. Jennifer - Pão Diário
Só se morre uma vez
Nascida escrava e maltratada quando jovem, Harriet Tubman (1822–1913) encontrou uma luz de esperança nas histórias da Bíblia que sua mãe contava. O relato da fuga de Israel da escravidão sob Faraó lhe mostrou um Deus que desejava a liberdade para o Seu povo. Harriet encontrou a liberdade ao atravessar a divisa do seu estado natal e da escravidão, mas não conseguia contentar-se sabendo que muitos ainda estavam presos em cativeiro. Ela liderou mais de uma dúzia de missões de resgate para libertar escravos, desprezando o perigo pessoal. “Eu só poderei morrer uma vez”, disse ela. Harriet conhecia a veracidade da afirmação: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma...” (Mateus 10:28). Jesus disse essas palavras ao enviar Seus discípulos em sua primeira missão. Ele sabia que eles enfrentariam perigos e que nem todos os receberiam calorosamente. Então, por que expor os discípulos ao risco? A resposta se encontra no capítulo anterior. “E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarradas e errantes, como ovelhas que não têm pastor” (9:36). Quando Harriet Tubman não conseguia esquecer aqueles que ainda estavam presos na escravidão, ela nos mostrava uma imagem de Cristo, que não se esqueceu de nós quando estávamos presos em nossos pecados. Seu exemplo de coragem nos inspira a nos lembrarmos dos que permanecem sem esperança no mundo. Tim - Pão Diário
Ele esteve em nosso lugar
Para ajudar sua equipa de jovens arquitetos a entender as necessidades daqueles para quem eles projetam habitação, David Dillard lhes envia a “festas do pijama”. Eles vestem pijamas e passam 24 horas num centro de idosos, nas mesmas condições das pessoas acima de 80 anos. Eles usam tampões de ouvido para simular perda auditiva, unem os dedos com fita adesiva para limitar a destreza manual e trocam de óculos para replicar problemas de visão. Dillard diz: “O maior benefício é que ao enviar jovens de 27 anos, eles voltam com um coração dez vezes maior. Eles conhecem as pessoas e compreendem seus problemas” (Rodney Brooks, USA Today). Jesus viveu neste mundo durante 33 anos e partilhou de nossa condição humana. Ele foi feito como nós, “…semelhante aos irmãos…” (Hebreus 2:17), então sabe como é viver num corpo humano nesta terra. Ele entende as lutas que enfrentamos e nos compreende e encoraja. “Porque naquilo que ele mesmo [Jesus], sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (v.18). O Senhor poderia ter evitado a cruz. Em vez disso, Ele obedeceu ao Seu Pai. Por meio da Sua morte, Ele rompeu o poder de Satanás e nos libertou do nosso medo da morte (vv.14,15). Em todas as tentações, Jesus caminha ao nosso lado para nos dar coragem, força e esperança ao longo do caminho. David - Pão Diário
Paz que flui
“Não estou surpresa por você liderar retiros”, disse uma conhecida em minha aula de ginástica. “Você tem uma boa aura.” Fiquei movida, mas satisfeita com o comentário dela, porque percebi que o que ela via como uma “aura” em mim eu entendia como sendo a paz de Cristo. Quando seguimos Jesus, Ele nos dá a paz que excede o entendimento (Filipenses 4:7) e irradia de dentro — embora possamos nem estar cientes disso. Jesus prometeu aos Seus seguidores essa paz quando, após sua última ceia juntos, Ele os preparou para Sua morte e ressurreição. Ele lhes disse que, embora eles fossem ter problemas no mundo, o Pai lhes enviaria o Espírito da verdade para viver com eles e estar neles (João 14:16,17). O Espírito os ensinaria, trazendo à mente as Suas verdades; o Espírito os confortaria, dando-lhes a Sua paz. Embora em breve eles fossem enfrentar provações, incluindo a feroz oposição dos líderes religiosos e ver Jesus sendo executado, Ele lhes disse para não temerem. A presença do Espírito Santo nunca os deixaria. Embora como filhos de Deus passemos por dificuldades, também temos Seu Espírito vivendo em nós e fluindo para fora de nós. A paz de Deus pode ser o Seu testemunho para todos que encontramos — seja no mercado local, na escola, no trabalho ou na academia. Amy - Pão Diário
Como ovelhas
Quando eu morava com meu avô em Gana, uma de minhas tarefas diárias era cuidar de ovelhas. Todas as manhãs eu as levava ao pasto e voltava à noitinha. Foi quando percebi quão teimosas as ovelhas podem ser. Quando viam uma fazenda, seu instinto as levava diretamente a ela, deixando-me em apuros com os fazendeiros em várias ocasiões. Às vezes, quando estava cansado do calor e repousando sob uma árvore, observava as ovelhas se dispersarem em meio aos arbustos e irem para as montanhas, levando-me a persegui-las e arranhar minhas pernas magras nos arbustos. Era difícil conduzir os animais para longe de perigo e problemas, especialmente quando, às vezes, os ladrões invadiam o campo e roubavam as ovelhas desgarradas. Por isso, entendo muito bem quando Isaías diz: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho…” (53:6). Nós nos desviamos de muitas maneiras: desejando e fazendo o que desagrada o nosso Senhor, ferindo outras pessoas com nossa conduta e deixando de investir um tempo com Deus e Sua Palavra porque estamos ocupados demais ou nos falta interesse. Nós nos comportamos como ovelhas no campo. Felizmente para nós, temos o Bom Pastor que deu a Sua vida por nós (João 10:11) e que leva nossas dores e nossos pecados (Isaías 53:4-6). E, como nosso Pastor, Ele nos chama de volta ao pasto seguro para que possamos segui-lo mais de perto. Lawrence - Pão Diário
Quando as árvores despertam
Ao longo de invernos frios e úmidos, a esperança da primavera nos sustenta. Junho é o mês em que nossa esperança por dias mais quentes é recompensada. A transformação acontece aos poucos. Galhos que parecem sem vida no primeiro dia da primavera se transformam em galhos que nos cumprimentam com folhas verdes no fim de algumas semanas. Embora a mudança a cada dia seja imperceptível, no final de um mês as árvores secas de meu jardim enverdecem. Deus incluiu um ciclo de descanso e renovação na Sua criação. O que para nós parece ser morte, para Ele é descanso. E, assim como o descanso é a preparação para a renovação, a morte é a preparação para a ressurreição. Eu amo assistir as árvores despertando a cada primavera, porque isso me lembra de que a morte é uma condição temporária e seu propósito é preparar para uma nova vida, um novo começo, para algo ainda melhor. E “…se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12:24). Embora o pólen seja um incômodo na primavera, quando cobre meus móveis e faz as pessoas espirrarem, ele me lembra de que Deus está mantendo as coisas vivas. E, após a dor da morte, Ele promete uma ressurreição gloriosa para aqueles que creem em Seu Filho. Julie - Pão Diário
Sem preocupações
Uma confortável viagem de avião estava prestes a ficar instável. A voz do capitão interrompeu o serviço a bordo e pediu aos passageiros para atarem seus cintos de segurança. Logo depois, o avião começou a inclinar-se em todas as direções, como um navio em um oceano acossado pelo vento. Enquanto os demais passageiros faziam o possível para lidar com a turbulência, uma menina ficou sentada o tempo todo, lendo seu livro. Após o avião pousar, perguntaram-lhe como ela havia conseguido ficar tão calma. Ela respondeu: “Meu pai é o piloto e ele está me levando para casa.” Embora fossem pescadores experientes, os discípulos de Jesus ficaram aterrorizados no dia em que uma tempestade ameaçou afundar seu barco. Eles seguiam as instruções de Jesus. Por que aquilo estava acontecendo? (Marcos 4:35-38). Jesus estava com eles, mas dormindo na popa da embarcação. Naquele dia eles aprenderam que não é verdade que, quando fazemos o que o nosso Senhor diz, não haverá tempestades em nossa vida. Contudo, por Jesus estar com os discípulos, eles aprenderam que as tempestades não nos impedem de chegar até onde o nosso Senhor quer que vamos (5:1). Se a tempestade que enfrentamos hoje resulta de um trágico acidente, uma perda de emprego ou alguma outra provação, podemos estar confiantes de que nem tudo está perdido. Hia - Pão Diário
Por que eu?
Rute era uma estrangeira. Ela era viúva e pobre. Em muitas partes do mundo de hoje, ela seria considerada um ninguém — alguém cujo futuro não detém qualquer esperança. Todavia, Rute encontrou favor aos olhos de um parente de seu falecido marido, um homem rico e proprietário dos campos onde ela decidiu pedir permissão para recolher grãos. Em resposta à bondade dele, Rute perguntou: “…Por que achei graça em teus olhos, para que faças caso de mim, sendo eu uma estrangeira?” (Rute 2:10). Boaz demonstrou a Rute tal compaixão, e lhe respondeu com sinceridade. Ele havia ouvido falar de suas boas ações por sua sogra Noemi e de como ela escolhera deixar seu país e seguir o Deus dela. Boaz orou para que Deus, “…debaixo das suas asas…” ela havia vindo para obter refúgio, a abençoasse (Rute 1:16; 2:11,12; Salmo 91:4). Como seu parente redentor (Rute 3:9), ao casar-se com Rute, Boaz se tornou seu protetor e parte da resposta à sua própria oração. Como Rute, fomos estrangeiros e distantes de Deus. Podemos nos questionar por que Deus escolheria amar-nos quando somos tão indignos. A resposta não está em nós, mas nele: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Cristo se tornou nosso Redentor. Quando somos salvos, estamos debaixo das Suas asas protetoras. Keila - Pão Diário
Remando para casa
Eu gosto de Ripchip, o ratinho falante durão na série As crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, (Ed. Martins Fontes 2005). Determinado a alcançar o “Oriente absoluto” e juntar-se ao grande leão Aslan [simbólico de Cristo], Ripchip declara sua determinação: “Enquanto eu puder, navegarei para leste no Peregrino da Alvorada. Quando ele me falhar, remarei para leste em meu barquinho de vime. Quando ele afundar, remarei para leste com minhas quatro patas. Então, quando não mais conseguir nadar, se ainda não tiver atingido o País de Aslam, afundarei com meu nariz apontando para o nascer do sol.” Paulo disse de outro modo: “Prossigo para o alvo…” (Filipenses 3:14). Seu objetivo era ser como Jesus. Nada mais importava. Ele admitia ter muito terreno a cobrir, mas não desistiria até atingir aquilo para o que Jesus o havia chamado. Nenhum de nós é o que deveria ser, mas podemos, como o apóstolo, nos esforçar e orar por esse objetivo. Como Paulo, sempre diremos: “Ainda não cheguei.” Não obstante, a despeito de fraqueza, fracasso e cansaço, precisamos prosseguir (v.12). Mas tudo depende de Deus. Sem Ele, nada podemos fazer! Deus está com você, chamando-o para seguir em frente. Continue remando! Roper - Pão Diário
A morada de Deus
James Oglethorpe (1696–1785) foi um general britânico e membro do Parlamento, que teve a visão de uma grande cidade. Encarregado de estabelecer o estado da Geórgia na América do Norte, ele planeou a cidade de Savannah segundo aquela visão. Projetou uma série de quadrados, cada qual com um espaço verde e áreas designadas para igrejas e lojas, com o restante reservado para habitação. O pensamento visionário de Oglethorpe é visto hoje numa cidade bonita e bem organizada, considerada uma joia do sul dos EUA. Em Apocalipse 21, João recebeu a visão de uma cidade diferente — a Nova Jerusalém. O que ele disse acerca dessa cidade se referia menos à sua conceção e mais ao caráter de quem estava lá. Ao descrever nosso lar eterno, escreveu: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará…” (v.3). E, devido a quem estava lá — o próprio Deus — esse lugar de habitação seria notável pelo que não estava lá. Citando Isaías 25: 8, João escreveu: “Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Jeová as lágrimas de todos os rostos…” (v.4). Não haverá mais morte! Nem “luto, nem pranto, nem dor”. Toda a nossa dor será substituída pela maravilhosa e curativa presença do Deus do Universo. Esse é o lar que Jesus está preparando para todos os que se voltam a Ele para obter perdão. Bill - Pão Diário
Pimentas vermelhas
“Minha mãe nos dava pimentas vermelhas antes de irmos dormir”, disse Samuel, recordando sua infância difícil na África subsaariana. “Bebíamos água para refrescar a boca, e nos sentíamos saciados, mas não era bom.” Uma convulsão no governo havia obrigado o pai dele a fugir para salvar sua vida, deixando a mãe como a única provedora da família. Depois, seu irmão contraiu anemia falciforme e eles não podiam pagar por atendimento médico. A mãe os levava à igreja, o que não significava muito para Samuel. Como Deus podia permitir que nossa família sofresse assim?, ele questionava. Certo dia, um homem soube da situação deles, conseguiu o remédio essencial e lhes levou. “No domingo iremos à igreja deste homem”, anunciou sua mãe. Imediatamente, Samuel sentiu algo diferente sobre esta igreja. Eles celebravam o seu relacionamento com Jesus vivendo o Seu amor. Isso foi há três décadas. Hoje nesta parte do mundo, Samuel fundou mais de 20 igrejas, uma grande escola e um orfanato. Ele está continuando o legado da religião verdadeira ensinada por Tiago, irmão de Jesus, que nos instou a não apenas ouvirmos a Palavra, mas praticá-la (Tiago 1:22). “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações…” (v.27). Não há como saber o que pode fazer um simples ato de bondade praticado em nome de Jesus. Tim - Pão Diário
Ótima literatura
Li um artigo sobre o que constitui a ótima literatura, e nele o autor sugere que: “Ao término da leitura, o leitor é uma pessoa diferente.” Sob esse prisma, a Palavra de Deus sempre será classificada como ótima literatura. A leitura da Bíblia nos desafia a ser melhores. Os heróis bíblicos nos inspiram a sermos corajosos e perseverantes. Os livros sapienciais e proféticos alertam sobre o perigo de viver segundo nossos instintos caídos. Deus falou por meio de diversos escritores para a composição de salmos transformadores da vida em nosso benefício. Os ensinamentos de Jesus moldam nosso caráter para tornar-se mais semelhante a Ele. Os escritos de Paulo orientam nossa mente a uma vida santa. À medida que o Espírito Santo traz essas Escrituras à nossa mente, elas se tornam poderosos agentes de transformação. O escritor do Salmo 119 amava a Palavra de Deus por sua influência transformadora em sua vida. Ele reconheceu que as Escrituras antigas, transmitidas desde Moisés, o tornavam sábio e com mais entendimento do que seus mestres (v.99). Elas o livravam do mal (v.101). Não admira haver exclamado: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” e “Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca” (vv.97,103). Bem-vindo à alegria de amar a ótima literatura, especialmente o poder da Palavra de Deus em transformar vidas! Joe - Pão Diário
O pão que satisfaz
Aprendi a recitar a Oração do Senhor na escola, quando menino. Sempre que eu dizia: “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” (Mateus 6:11), não conseguia deixar de pensar no pão que, apenas ocasionalmente, tínhamos em casa. Somente quando meu pai voltava de sua viagem à cidade tínhamos um filão de pão. Por isso, pedir a Deus para nos dar o pão nosso de cada dia era uma oração relevante para mim. Anos mais tarde, fiquei muito curioso ao descobrir o devocional Pão Diário. Eu sabia que o título provinha da Oração do Senhor, mas também sabia que ele não poderia estar falando do pão de fôrma da padaria. Pela leitura regular do livreto, descobri que esse “pão”, repleto de partes das Escrituras e notas úteis, era um alimento espiritual para a alma. Alimento espiritual foi o que Maria escolheu ao sentar-se aos pés de Jesus e escutar atentamente as Suas palavras (Lucas 10:39). Enquanto Marta se desgastava preocupando-se com o alimento físico, Maria dedicava o seu tempo para estar próxima de seu hóspede, o Senhor Jesus, e a escutá-lo. Que também lhe dediquemos esse tempo. Ele é o Pão da Vida (João 6:35) e alimenta os nossos corações com alimento espiritual. Ele é o Pão que satisfaz. Lawrence - Pão Diário
Tempo de crescer
Em sua nova casa, Débora descobriu uma planta abandonada num canto escuro da cozinha. As folhas empoeiradas e irregulares pareciam as de uma orquídea Phalaenopsis, e ela imaginou como a planta seria bonita quando soltasse novas hastes com flores. Ela mudou o vaso para um local perto da janela, cortou as folhas mortas e regou-a bem; comprou fertilizante e aplicou-o nas raízes. Semana após semana, ela inspecionou a planta, mas nenhum novo broto apareceu. “Darei a ela mais um mês” — disse ela ao marido — “e, se nada tiver acontecido até então, irá para o lixo”. Quando chegou esse dia, ela mal podia acreditar em seus olhos. Duas pequenas hastes estavam aparecendo por entre as folhas! A planta da qual ela quase havia desistido ainda estava viva. Você fica desanimado com sua aparente falta de crescimento espiritual? Talvez você costume perder a calma ou gostar daquele bocado picante de fofoca que você simplesmente não consegue resistir a repassar. Ou talvez você se levante tarde demais para ter tempo de orar e ler a Bíblia, apesar da resolução de ligar o alarme para mais cedo. Por que não contar a um amigo de confiança sobre as áreas de sua vida em que você quer crescer espiritualmente e pedir-lhe para orar e incentivá-lo a ser responsável? Seja paciente. Você crescerá à medida que permitir que o Espírito Santo opere em você. Marion - Pão Diário
Ele é bom?
“Não penso que Deus seja bom”, disse-me minha amiga. Ela havia orado durante anos acerca de algumas questões difíceis, mas nada havia melhorado. Sua raiva e amargura pelo silêncio de Deus cresciam. Conhecendo-a bem, percebi que, no fundo, ela acreditava que Deus é bom, mas a dor contínua em seu coração e a aparente falta de interesse da parte dele a levaram a duvidar. Para ela, era mais fácil suportar a raiva do que a tristeza. Duvidar da bondade divina é tão antigo quanto Adão e Eva (Gênesis 3). A serpente colocou esse pensamento na mente de Eva ao sugerir que Deus estava retendo o fruto dela “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (v.5). Com soberba, eles pensaram que, em vez de Deus, eles mesmos deveriam determinar o que era bom para eles. Anos após a morte da filha, James Bryan Smith descobriu ser capaz de aceitar a bondade de Deus. Em seu livro O maravilhoso e bom Deus (Ed. Vida, 2010), ele escreveu: “A bondade de Deus não é algo sobre o qual tenho que decidir. Sou um ser humano com compreensão limitada.” Esse surpreendente comentário não é ingênuo; é o resultado de anos processando sua dor e buscando o coração de Deus. Em momentos de desânimo, ouçamos bem uns aos outros e ajudemo-nos a ver a verdade de que Deus é bom. Anne - Pão Diário
Sempre sob os Seus cuidados
O veterano repórter, Scott Pelley, nunca sai em missão sem o que considera o essencial para a sua viagem: rádio de ondas curtas, câmara, mala indestrutível, computador portátil, telefone e um localizador de emergência que funciona em qualquer lugar. “Você estende a antena, aperta dois botões e ele envia um sinal a um satélite ligado a outro satélite em específico”, diz Pelley. “Ele informa quem sou e onde estou. Dependendo do país em que você está, eles enviarão uma equipe de resgate ou não.” Pelley nunca precisou usar o sinalizador, mas jamais viaja sem ele. Mas, quando se trata do nosso relacionamento com Deus, não precisamos de rádios, telefones ou sinalizadores de emergência. Independentemente de quão precárias nossas circunstâncias se tornem, Ele já sabe quem somos e onde estamos. O salmista comemorou isto ao escrever: “Senhor, tu me sondaste, e me conheces […] conheces todos os meus caminhos” (Salmo 139:1-3). Nossas necessidades nunca estão escondidas de Deus, e nós nunca somos separados dos Seus cuidados. Hoje, podemos dizer com confiança: “Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá” (vv.9,10). O Senhor sabe quem somos, onde estamos e o que precisamos. David - Pão Diário
Descansando e esperando
Era meio-dia. Jesus, com os pés cansados de sua longa jornada, descansava ao lado do poço de Jacó. Os discípulos haviam ido à cidade de Sicar para comprar pão. Uma mulher saiu da cidade para buscar água… e encontrou seu Messias. O relato nos diz que, ela entrou rapidamente na cidade e convidou os outros a irem ouvir “…um homem que me disse tudo quanto tenho feito…” (João 4:29). Os discípulos voltaram trazendo o pão. Quando insistiram com Jesus para que comesse, Ele lhes disse: “…A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (v.34). Que obra Jesus estivera fazendo? Ele descansava e esperava junto ao poço. Encontro grande encorajamento nessa história, pois estou enfrentando limitações físicas. Esta passagem me diz que não devo me precipitar, e preocupar-me em cumprir a vontade de meu Pai e fazer a Sua obra. Neste período da vida, posso descansar e esperar que Ele traga a Sua obra a mim. De semelhante modo, seu minúsculo apartamento, seu espaço de trabalho, sua cela de prisão ou seu leito de hospital pode se tornar um “poço de Jacó,” um lugar para descansar e esperar que seu Pai leve a Sua obra até você. Me questiono sobre quem Ele levará a você hoje? Roper - Pão Diário
Não esquecidos
Na celebração do 50.º aniversário de sua mãe, com centenas de pessoas presentes, a filha primogénita Kukua contou o que sua mãe fizera por ela. Os tempos eram difíceis, em Gana, África, recordou Kukua, e o dinheiro era escasso em casa. Mas sua mãe solteira se privou de conforto pessoal, vendendo suas preciosas joias e outros bens para que ela pudesse cursar o Ensino Médio. Com lágrimas nos olhos, Kukua disse que, por mais difíceis que as coisas fossem, sua mãe nunca abandonou os filhos. Deus comparou o Seu amor por Seu povo ao amor de uma mãe por seu filho. Quando o povo de Israel se sentiu abandonado por Deus durante o seu exílio, queixou-se: “…Já me desamparou o Senhor, e o Senhor se esqueceu de mim” (Isaías 49:14). Mas Deus disse: “Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti” (v.15). Quando estamos angustiados ou desiludidos, podemos nos sentir abandonados pela sociedade, família e amigos, mas Deus não nos abandona. É um grande encorajamento o Senhor dizer “…nas palmas das minhas mãos te tenho gravado…” (v.16) para indicar o quanto Ele nos conhece e protege. Mesmo que as pessoas nos abandonem, Deus nunca abandonará os Seus. Lawrence - Pão Diário
Embaixador do amor
Em meu trabalho de capelão, às vezes me perguntam se estou disposto a lhes prestar ajuda espiritual adicional. Embora fique feliz por dedicar tempo a quem pede ajuda, geralmente aprendo mais do que ensino. Isso foi especialmente verdadeiro quando um novo cristão extremamente sincero me disse, resignado: “Não acho boa ideia eu ler a Bíblia. Quanto mais leio o que Deus espera de mim, mais julgo os outros que não estão fazendo o que ela diz.” Quando ele disse isso, percebi que eu era o responsável por incutir esse espírito crítico nele, pelo menos em parte. Naquela época, uma das primeiras coisas que eu fazia aos novos na fé em Jesus era apresentar-lhes o que não deveriam mais fazer. Em vez de mostrar-lhes o amor de Deus e deixar o Espírito Santo moldá-los, os exortava a “comportar-se como um cristão”. Compreendi melhor a passagem de João 3:16,17. O convite de Jesus a crermos nele, no versículo 16, é seguido pelas palavras: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” Jesus veio para nos salvar. Mas dando a esses novos cristãos uma lista de comportamentos, eu os ensinava a se condenarem, o que, então, os levava a julgar os outros. Em vez de agentes de condenação, devemos ser embaixadores do amor e da misericórdia de Deus. Randy - Pão Diário
Começar de novo
Quando eu estava crescendo, um de meus livros favoritos era Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery (Ed. Martins, 2009). Em uma passagem divertida, a jovem Anne, por engano, acrescenta um medicamento para pele em vez de baunilha ao bolo que está fazendo. Depois disso, exclama esperançosamente a Marilla, seu guardião carrancudo: “Não é agradável pensar que amanhã é um novo dia, ainda sem erros?” Gosto desse pensamento: amanhã é um novo dia — no qual podemos começar de novo. Todos nós cometemos erros. Mas, quando se trata de pecado, o perdão de Deus nos permite começar cada manhã zerados. Quando nos arrependemos, Ele escolhe esquecer os nossos pecados (Jeremias 31:34; Hebreus 8:12). Alguns de nós temos feito escolhas erradas em nossa vida, mas aos olhos de Deus, as nossas palavras e atos passados não precisam definir nosso futuro. Há sempre um novo começo. Ao pedirmos Seu perdão, damos o primeiro passo para restaurar o nosso relacionamento com Ele e com os outros. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9). A compaixão e fidelidade de Deus se renovam a cada manhã (Lamentações 3:23), para que possamos começar de novo a cada dia. Cindy - Pão Diário
Nossa defesa divina
Os trabalhadores israelitas, supervisionados por Neemias, reconstruíram o muro ao redor de Jerusalém. Quase na metade, porém, descobriram que os seus inimigos conspiravam para atacar Jerusalém. Esta notícia desmotivou os trabalhadores já exaustos. Neemias tinha de fazer algo. Ele orou e colocou muitos guardas em locais estratégicos. Em seguida, armou os seus trabalhadores. “Os que edificavam o muro […], cada um com uma mão fazia a obra e na outra tinha as armas. […] cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam…” (Neemias 4:17,18). Nós, que estamos construindo o reino de Deus, precisamos nos armar contra o ataque do nosso inimigo espiritual, Satanás. Nossa proteção é a espada do Espírito: a Palavra de Deus. Memorizá-la e meditar sobre ela nos capacita a “…estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Efésios 6:11). Se pensamos que trabalhar para Deus não importa, devemos voltar-nos à promessa de que o que fazemos para Jesus durará eternamente (1 Coríntios 3:11-15). Se tememos ter pecado demasiadamente para que Deus nos use, precisamos nos lembrar de que fomos perdoados pelo poder do sangue de Jesus (Mateus 26:28). E, se nos preocupamos com poder falhar se tentarmos servir a Deus, podemos recordar que Jesus disse que daremos frutos ao permanecermos nele (João 15:5). A Palavra de Deus é a nossa defesa divina! Jennifer - Pão Diário
Continue escalando!
Ricardo precisava de um empurrão e o recebeu, numa escalada que fez com seu amigo Fábio, que era o seu assegurador. Exausto e pronto para desistir, Ricardo pediu a Fábio para descê-lo até o chão. Mas Fábio insistiu com o amigo, dizendo-lhe que havia chegado longe demais para desistir. Balançando no ar, Ricardo decidiu continuar tentando. Incrivelmente, ele conseguiu se reconectar à rocha e completar a escalada, com o incentivo de seu amigo. Na igreja primitiva, os seguidores de Jesus se encorajavam mutuamente a continuar a seguir o seu Senhor e a demonstrar compaixão. Em uma cultura repleta de imoralidade, eles apaixonadamente apelavam uns aos outros para viverem uma vida pura (Romanos 12:1;1 Tessalonicenses 4:1). Os cristãos se encorajavam uns aos outros diariamente, como Deus os inspirou a fazer (Atos 13:15). Eles encorajavam uns aos outros a interceder pelo corpo (Romanos 15:30), a ajudar as pessoas a permanecerem conectadas à Igreja (Hebreus 10:25), e a amar cada vez mais (1 Tessalonicenses 4:10). Por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus nos conectou uns aos outros. Portanto, temos a responsabilidade e o privilégio, com capacitação de Deus, de encorajar outros cristãos a prosseguir e finalizar a escalada da confiança e obediência a Ele. Marvin - Pão Diário
Não visto, mas amado
Como outros da comunidade de blogueiros, eu nunca havia conhecido o homem que chamávamos de BruceC. Contudo, quando sua esposa postou uma nota ao grupo comunicando o falecimento de seu marido, uma série de respostas de lugares distantes mostrou que todos nós tínhamos perdido um amigo. Ele abria o seu coração com muita frequência. Falava livremente sobre a sua preocupação pelos outros e sobre o que lhe era importante. Muitos de nós sentíamos como se o conhecêssemos. Sentiríamos falta da suave sabedoria vinda dos seus anos na aplicação da lei e de sua fé em Cristo. Ao recordar nossas conversas on-line com BruceC, compreendi melhor as palavras escritas por uma testemunha ocular de Jesus. Em sua primeira carta do Novo Testamento, o apóstolo Pedro escreveu aos leitores espalhados por todo o Império Romano: “Ao qual [Cristo], não o havendo visto amais…” (1 Pedro 1:8). Como amigo pessoal de Jesus, Pedro estava escrevendo para pessoas que só haviam ouvido falar daquele que lhes tinha dado um motivo para tanta esperança em meio aos seus problemas. Entretanto, como parte da comunidade de cristãos, eles o amavam. E sabiam que, pelo preço de Sua própria vida, Ele os havia levado à eterna família de Deus. Mart - Pão Diário
O espírito prometido
Eliseu era tenaz e audacioso. Tendo passado tempos com Elias, ele testemunhou o Senhor operar por meio do profeta realizando milagres e falando a verdade em um tempo de mentiras. Em 2 Reis 2:1 nos diz que Elias está prestes a ser tomado “…ao céu…” e Eliseu não quer sua partida. Chegou o momento da temida separação; Eliseu sabia que precisava do que Elias tinha para continuar o ministério com sucesso. Então, fez uma exigência ousada: “…Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (2 Reis 2:9). Seu pedido foi uma referência à dupla porção dada ao primogénito ou herdeiro pela lei (Deuteronômio 21:17). Eliseu queria ser reconhecido como herdeiro de Elias. E Deus disse sim. Recentemente, uma de minhas mentoras, faleceu. Ela difundia as Boas-novas do Senhor Jesus. Após lutar com má saúde durante anos, ela estava pronta para desfrutar de sua festa eterna com o Senhor. Os que a amavam ficaram gratos ao pensar em sua recém-descoberta libertação da dor e por ela poder desfrutar da presença de Deus, mas entristecidos pela perda de seu amor e exemplo. Apesar de sua partida, não estamos sós. Nós também temos a contínua presença de Deus. Eliseu ganhou uma dupla porção do ministério de Elias — um tremendo privilégio e bênção. Nós, que vivemos após a vida, morte e ressurreição de Jesus, já recebemos o Espírito Santo prometido. O Deus triúno faz Sua morada em nós! Amy - Pão Diário
Não há alegria maior
Conheci um jovem casal que gostava de diversão e tinha três filhos pequenos quando sua vida tomou um rumo novo e maravilhoso. Em 1956, eles participaram de uma conferência evangelística e entregaram-se a Cristo. Pouco depois, no intuito de alcançar outros para compartilhar sua fé e a verdade acerca de Cristo, abriram a sua casa todas as noites de sábado para os alunos de Ensino Médio e universitários que desejassem estudar a Bíblia. Um amigo me convidou e tornei-me um frequentador dessa casa. Aquele era um estudo bíblico sério, que incluía a preparação da aula e memorização da Escritura. Cercados por uma atmosfera de amizade, alegria e riso, desafiávamo-nos mutuamente e o Senhor transformou a nossa vida naqueles dias. Permaneci em contacto com o casal ao longo dos anos e recebi muitos cartões e cartas deles assinadas com estas palavras: “Não tenho maior gozo do que este: o de ouvir que meus filhos andam na verdade” (3 João 1:4). Como João escrevendo ao seu “…amado Gaio…” (v.1), Roberto encorajava todos os que cruzavam seu caminho a continuarem caminhando com o Senhor. Há alguns anos, participei de um culto em sua memória. Foi uma ocasião alegre, cheia de pessoas que percorrem o caminho da fé, por causa desse jovem casal que abriu sua casa e seu coração para ajudar os outros a encontrarem o Senhor. David - Pão Diário
Maratona de oração
Você luta para manter uma vida de oração constante? Muitos de nós lutamos. Sabemos que a oração é importante, mas também pode ser francamente difícil. Temos momentos de profunda comunhão com Deus e, depois, momentos em que parecemos estar apenas passando pelos acontecimentos. Por que lutamos tanto em nossas orações? A vida de fé é uma maratona. Os altos, os baixos e os platôs em nossa vida de oração são um reflexo desta corrida. E, assim como numa maratona precisamos nos manter correndo, do mesmo modo continuamos orando. O ponto é: Não desista! Esse é também o encorajamento de Deus. O apóstolo Paulo disse: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17), “…perseverai na oração” (Romanos 12:12) e “perseverai em oração…” (Colossenses 4:2). Todas essas afirmações carregam a ideia de permanecer firmes e continuar na obra da oração. E por Deus, nosso Pai celestial, ser uma Pessoa, podemos desenvolver um momento de comunhão íntima com Ele, como fazemos em nossos relacionamentos humanos. O pastor e autor A. W. Tozer afirma que, quando aprendemos a orar, nossa vida de oração pode crescer: “do arranhão inicial mais casual até a comunhão mais plena e íntima de que a alma humana é capaz”. E isso é o que realmente queremos: profunda comunicação com Deus. Isso acontece quando oramos sem cessar. Chia - Pão Diário
Saindo das ruínas
No lado judeu de Jerusalém se encontra a Sinagoga Tiferet Yisrael. Construída no século 19, a sinagoga foi dinamitada durante a guerra árabe-israelense de 1948. Durante anos, o local ficou em ruínas. Porém, em 2014, iniciou-se a reconstrução. Quando as autoridades municipais instalavam um pedaço de escombro como pedra angular, um deles citou Lamentações: “Converte-nos, Senhor, a ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como dantes” (5:21). Lamentações é a canção fúnebre de Jeremias para Jerusalém. Com imagens vívidas, o profeta descreve o impacto da guerra sobre a sua cidade. O versículo 21 é a sua oração sincera para Deus intervir. Ainda assim, o profeta se questiona se isso é sequer possível. E conclui sua canção angustiada com a temerosa ressalva: “Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias contra nós em tão grande maneira?” (v.22). Décadas depois, Deus respondeu a essa oração quando os exilados voltaram a Jerusalém. A nossa vida também pode parecer estar em ruínas. Criamos problemas por nós mesmos e os conflitos que nos são inevitáveis podem nos deixar devastados. Mas temos um Pai que compreende. Suave e pacientemente, Ele limpa todo o entulho, lhe dá um novo propósito e constrói algo melhor. Isso leva tempo, mas podemos sempre confiar nele. Ele é especialista em projetos de reconstrução. Tim - Pão Diário
O que necessito
No centro de idosos, eu ouvia o coral da escola de minha filha cantar “Sou feliz com Jesus”, e questionava por que ela, como diretora do coral, escolhera aquela canção, que havia sido tocada no funeral de sua irmã Melissa. Ela sabia como era difícil, para mim, ouvi-la sem me emocionar. Parei de questionar-me, quando um homem se aproximou e disse: “Exatamente o que preciso ouvir.” Apresentei-me e lhe perguntei a razão de ele precisar daquela canção. “Perdi o meu filho na semana passada em acidente de moto”, disse ele. Estava tão preocupado comigo mesmo que nem tinha pensado nas necessidades dos outros. Mas Deus estava usando aquela canção exatamente onde queria que fosse usada. Meu novo amigo, Marcos, trabalhava ali, e à parte, falamos sobre o cuidado de Deus naquele momento mais difícil da vida dele. Em todo lugar, há pessoas necessitadas e, às vezes, temos de deixar de lado nossos sentimentos e planos, para ajudá-las. Uma maneira de fazermos isso é nos lembrarmos de como Deus nos confortou em nossas provações e dificuldades “Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus” (2 Coríntios 1:4). Como é fácil enxergar só os próprios interesses e esquecer que alguém bem perto de nós possa precisar de uma oração, uma palavra de conforto, um abraço ou o dom da misericórdia em nome de Jesus. Branon - Pão Diário
Resplandeça
Certa garota imaginava sobre como um santo pode ser. A sua mãe a levou a uma enorme catedral para ver os lindos vitrais com cenas da Bíblia. Ao ver a beleza de tudo aquilo, ela gritou: “Agora sei o que são os santos. Eles são pessoas que deixam a luz resplandecer!” Alguns de nós podemos pensar que os santos são pessoas do passado que viveram vidas perfeitas e fizeram milagres semelhantes aos de Jesus. Mas, quando uma tradução das Escrituras usa a palavra santo, ela se refere a qualquer pessoa que pertence a Deus por meio da fé em Cristo. Em outras palavras, os santos são pessoas como nós que têm o elevado chamado de servir a Deus enquanto refletimos o nosso relacionamento com Ele onde quer que estejamos e no que quer que façamos. É por isso que o apóstolo Paulo orou para que os olhos e a compreensão de seus leitores fossem abertos para pensarem em si mesmos como herança preciosa de Cristo e santos de Deus (Efésios 1:18). Então, o que vemos no espelho? Não há halos ou vitrais. Mas se estivermos cumprindo o nosso chamado, nos pareceremos com pessoas que, talvez até mesmo sem perceber, resplandecem as ricas cores de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade e domínio próprio de Deus. Keila - Pão Diário
O negócio da restauração
Adam Minter é filho do dono de um negócio de reciclagem, e viaja pelo mundo pesquisando o lixo. Seu livro Junkyard Planet (Planeta Ferro-velho, inédito) descreve a multibilionária indústria da reciclagem. Em todos os lugares, há empresários que se dedicam a localizar materiais descartados, como fio de cobre, trapos sujos e plásticos, para reciclá-los. Após entregar sua vida ao Salvador, o apóstolo Paulo percebeu que suas próprias realizações e capacidades valiam pouco mais do que lixo. Mas Jesus transformou tudo aquilo em algo novo e útil. Paulo disse: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesús, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo" (Filipenses 3:7,8). Tendo sido instruído na lei religiosa judaica, ele havia sido um homem irritado e violento com os cristãos (Atos 9:1,2). Após ter sido transformado por Cristo, os destroços emaranhados de seu passado raivoso foram transformados em amor de Cristo pelos outros (2 Coríntios 5:14-17). Se a sua vida parecer ser apenas um acúmulo de lixo, lembre-se de que Deus sempre foi um restaurador. Quando entregamos a vida ao Senhor, Ele nos renova e capacita para sermos úteis a Ele e aos outros. Dennis - Pão Diário
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